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 As Leis da própria Honra.

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Thalion Tyrell
Lorde Tyrell
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Casa : Tyrell
Local de Nascimento : Jardim de Cima
Masculino Mensagens : 81
Data de inscrição : 08/06/2016

MensagemAssunto: As Leis da própria Honra.   21.07.16 20:44

Tyrell

A destinação de meu objetivo por aquele tempo fora sendo tomar calma. Espairecer sobre a própria função era o necessário, tanto quanto tomar partido como Mestre das Leis. Fora dada a mim tal função e desonras passariam a ser desmembradas da existência daqueles homens. Em Jardim de Cima, os cavaleiros eram educados para manter a sensatez e calma independente de suas funções. Explodir em raiva por simples prazer era considerado desonra e cabia ao lorde trazer o julgamento sobre as atitudes de tal senhor. Naquela época, a honra havia se tornado obrigação pela Campina e não apenas uma boa ação.
Oque me intrigara era a facilidade de reger regras sobre aqueles que eram desprovidos de poder, àqueles carregados do próprio ego a maioria das vezes vendava-se para a legalidade. Era a criação de monstros e não homens.
Em Porto Real não era diferente, mesmo que parecesse a princípio. Tomei a iniciativa de convocar a Patrulha de Porto Real a começo de meu mandato. A presença de um novo líder demonstraria o regimento de novas leis, mesmo que houvesse de me tornar um ditador.
A minha frente muitos olhares me fitavam por entre os capacetes de ferro. Tomei a frente de seus olhos demonstrando rigidez em minhas palavras.

- Homens, a partir de hoje nenhum crime deve ser punido com mortes até que eu tome consciência sobre tal ato. - Sussurros interromperam minhas palavras. Eram selvagens e não cavalheiros. Tomavam decisões incrédulas e fora de permissão e já havia visto aquilo antes. Mesmo que se achassem justos, tomavam iniciativas incabíveis e inconsequentes. Demonstrar sensatez frente a plebe a maior parte das vezes fora o defeito da maior parte dos reis. A fim de alimentar o medo sobre os homens e não confiança, desdenhavam da lealdade de plebeus simplórios. Regulamentar este princípio era de obrigação real, entretanto a mudança deveria ser iniciada principalmente nas ruas. Decidir por utilizar violência para demonstração de poder trazia o desdenhar daqueles homens, mas bastaria o simples respeito mutuo.
- Fui entendido, senhores?! - Trovejei correndo meus olhos sobre aqueles homens. Fui respondido com um uníssono brandando compreensão. Mas entendia que uma simples ordem não traria alterações drásticas em tais índoles.
- Soldados, dividir! - Brandei ordenando a ação daqueles homens para sua respectivas funções de patrulhamento. Tomaria partido sobre possíveis atos apenas se necessário, mesmo ciente sobre injustiças. Dali caminhei sozinho em direção a Baixada das Pulgas.

A desigualdade demonstrava-se nítida frente as condições de vida daquele local, crianças órfãs corriam por entre as poças de esgoto pelo caminho. Homens caídos em becos traziam consigo o semblante da tristeza e da pobreza, mas dali nada eu poderia fazer. Enquanto isso, a tentativa de pequenas mudanças tentava conceber a mim mesmo dando a um velho homem sentado no chão uma moeda de ouro que carregava em meu bolso. Voltei a olhar em volta ao perceber o olhar das pessoas a minha volta. Desacreditados, demonstrei tranquilidade ao acenar minha cabeça em sinal de respeito àqueles seres. Mal comecei a andar e um pequeno garoto que corria a brincar com seus amigos tropeçou em um buraco na rua, estava próximo o bastante para segurar seu braço evitando que batesse o corpo sobre o solo. Mas não havia sido rapido o suficiente para evitar o corte que o buraco havia causado em seu pé direito.
O jovem me olhou de inicio demonstrando descrença, as roupas que eu usava demonstrava minha soberania hierárquica e podia entender a desconfiança daquelas pessoas. Coloquei o mesmo sentado sobre um caixote abaixando ao seu lado tocava pegava seu pé para observar. O mesmo olhava para mim sem muito entendimento.

- Você deve tomar mais cuidado ao correr por ai... Disse demonstrando calma ao menino. Lavava minhas mãos em uma jarra de água ao lado e banhava os pés do jovem a fim de retirar a sujeira do chão. Retirei o cachecol em meu pescoço rasgando uma pequena fita de pano da qual utilizei para estancar o machucado do jovem. Amarrei firme para que não soltasse e pude ouvir um silencioso "ai", do pequeno garoto.
- Obrigado, moço - Murmurou o jovem sem muita reação. Baguncei seu cabelo em sinal de aprovação e após um simplório sorriso voltei a minha caminhada sem rumo.
Não havia um objetivo e muito menos uma premiação a ser recebida ali. O que me intrigara era a falta de compaixão entre os homens. Naquele instante em que passei ao lado das pessoas que presenciaram a cena pude sentir sua gratidão perante a um simples gesto. Como se não fosse minha obrigação tornar a fazer isso.

- Continua o mesmo dede quando criança, M'lorde- Ouvi a voz de Sor Belmot parado a alguns metros a minha frente. Com um simples gargalhada balbuciava a cabeça de um lado para o outro demonstrando um pouco de vergonha.
- Não vejo diferenças entre nobres e plebeus, sor. - Respondi seguindo em frente. Sor Belmont acompanhava-me a partir dali.
- Mas eles o vêem de outro modo, meu senhor. - Disse Sor Belmont referindo-se ao olhar das pessoas ao redor. Alguns demonstravam curiosidade, enquanto outros demonstravam a admiração pelo ato.
Neste instante, um som barulhento ecoou simultâneo à um grito feminino. Avancei rapidamente para observar oque acontecia ali. O som de vidraçarias se quebrando e aço chocando-se contra o chão vinha de dentro de uma loja de armas.

- Eu quero minha espada pronta, agora. - Dizia um homem alto segurando o pescoço de um velho ferreiro que engasgava mal conseguindo se pronunciar.
- N-não posso fazer p-por este preço, s-senhor. Era oque o velho homem tentava dizer e por isso fora alvejado com um soco que atingiu sua face. O alto homem parecia ser um soldado e carregava com sigo armamentos do exército de Porto Real.
- Está brincando comigo? Irei ensina-lo boas maneiras - Disse o soldado sacando uma adaga e avançando em direção ao velho homem que mal conseguira reagir.
Tomei por deixar meus instintos agirem. Próximo o suficiente empurrei a cabeça do soldado a se chocar contra a parede, esperei que seu corpo voltasse em minha direção e segurando seu braço eu torcia seu pulso fazendo-o soltar a adaga que empunhava. Puxava seu corpo para o lado e empurrava-o para fora da loja com um chute utilizando a sola do pé atingindo seu peito.

- Que merda é essa? - Esbravejou o mesmo a sacudir sua cabeça, já fora da pequena loja. O mesmo demonstrava tontura e olhara para mim até que recuperasse seu estado normal.
Deixei que recuperasse o senso, aproximando-se lentamente do mesmo.

- Deve-se respeitar as outras pessoas, homem. - Ao fim de minhas palavras um gargalhar do soldado fora seguido de uma tentativa de atingir um soco em minha cabeça. Tomei por curvar meu corpo para o lado deixando o soco passar ao lado de minha cabeça. Seguidamente dei um passo ainda curvado a dentro de sua guarda cravando minhas mãos em sua garganta o pressionava contra um grande paredão. Travava sua goela de modo a quase estourar sua garganta. O mesmo mal podia falar, apenas engasgava-se. Com a outra mão, Dorn tocava a costela do homem de modo a rende-lo por completo.
- Espero que isso não se repita... - Neste instante, outros soldados se aproximavam. Mas ao perceber minha presença tomaram a decisão de apenas observar. Soltei sua garganta e afastei-me um passo para trás. O soldado massageava sua garganta ao cair no chão sem fôlego, pareceu me fitar e perceber a rosa em meu peito.
- Tyrell... - O mesmo murmurou tentando se levantar.
- Lorde Thalion Tyrell - Bravejei com frieza, embainhando Dorn novamente. - Espero que isto sirva de lição para todos que queiram repetir injustiças nas ruas desta cidade - Gritei para todos ali. O silêncio reinava naquele instante e todos na rua observavam a cena.
- P-peço perdão por isso, M'lorde. - Disse o soldado se levantando enquanto se reverenciava. Ainda demonstrava certa dificuldade para falar. - Mas este homem esta tentando me roubar. -
Coloquei a mão em um dos bolsos retirando todo o dinheiro que levava comigo, eram moedas de ouro suficientes para pagar qualquer espada que aquele pequeno estabelecimento poderia produzir. - Ele não tem culpa por você não possuir bens suficientes para paga-lo.- Dei soldado as moedas em minha mão e acenei ao velho ferreiro em sinal de respeito. Ao me virar, o som de palmas e gritos era possível se ouvir. O olhar das pessoas demonstrava a admiração pela justiça. A verdadeira Justiça.
- Sabe que isso pode lhe causar problemas, m'lorde - Disse Sor Belmont à caminhar ao meu lado.
- Fui chamado aqui para reger a justiça, sor. - Respondi, completava falando um pouco mais baixo que o comum. - E farei isso da minha maneira - Segui então em direção à meus aposentos, era tarde e  devia resolver alguns assuntos antes do anoitecer. Sor Belmont simplesmente parou e seguiu seu próprio caminho.

Muitos dias se passaram desde então. A partir daquele dia a fama de ser um verdadeiro justiceiro dos injustiçados havia se espalhado e mesmo os soldados passaram a demonstrar respeito e lealdade à minha presença. A convivência parecia melhorar a cada dia, entre plebeus e soldados, e a visita de nobres à Baixada das Pulgas não era mais algo surpreendente. Por ser uma área pobre de Porto Real, poucos homens confiavam em serviços que ali eram prestados e a partir da melhora da convivência, ótimos trabalhadores passaram a crescer frente à frequente visita de soldados, tais como estabelecimentos de costura, forjas e até mesmo tabernas.
Certo dia, redigia a constituição que viria a ser seguida a partir dali quando algo batera em minha porta. Era um dos soldados da Patrulha da Cidade, parecia assustado. Ja era tarde e a maior parte dos homens da Patrulha ja haviam sido dispensados, mas algo estava errado.

- M'lorde, alguns carcereiros de segunda estão prestes a entrar em combate por culpa de uma prisioneira. - Disse um dos patrulheiros avisando-me sobre o assunto.
Levantei de minha cadeira e parti em direção às Masmorras da Fortaleza Vermelha. Ao observar a situação logo percebi do que se tratava. Eram homens sedentos por uma mulher à qual se deitavam por toda a noite. A prisioneira parecia gozar da situação enquanto a arruaça se alastrava.

- Ela disse que me quer hoje... - Gritou um dos carcereiros, enquanto o outro o empurrava.
- Mentira, ela disse isso a mim - O outro enfatizava tentando adentrar ao meio dos outros dois.
- Vocês são apenas porcos imundos, esta delicia ficara comigo - Retrucou o homem que havia empurrado o primeiro deles.
- Homens! - Gritei e rapidamente a ladainha daqueles homens cessaram. Eram três homens, amigos, porém a própria prisioneira havia feito suas cabeças.
Andei lentamente em direção aos mesmo e fitei-os friamente.
- Esta vadia está manipulando-os como crianças. - Disse apontando para o rosto da mesma, que rapidamente tentou disfarçar seu sorriso. Os homens observaram a mesma e rapidamente perceberam a burrice que estavam a fazer, brigando entre si.
- Desgraçada, vou cortar a cabeça dessa puta - Disse um deles desembainhando a espada. Mas o parei antes que realmente tentasse algo, apenas tocando seu peito.
A mulher havia sido presa por assassinato de uma criança e quando capturada matou um dos carcereiros ao deitar-se com o mesmo. Mas fora capturada antes que pudesse realmente fugir.

- Não estou aqui para estragar a brincadeira dos senhores, mas lutar entre si não trará prazer algum à vocês. - Eu já demonstrava mais calmo e um certo ar de brincadeira quanto as palavras. - Esta mulher é perigosa, ensina-la boas maneiras seria algo bom, não acham? - Disse dando certo sorriso sarcástico em meu rosto. Os homens pareciam subentender tal situação e a jovem pareceu assustar-se com a ideia.
- Vou ensina-la primeiro. - Disse um deles abrindo a sela enquanto começava a abrir o ziper de sua calça. Havia deixado as armas com os outros carcereiros que gargalhavam vendo a cena.
- Vai lá, tu não consegue nada Vherdam - Disse um deles gozando de seu amigo.
- Depois sou eu - Completou.
- Ok, oque é bom sempre vem no final - Respondeu o outro.  A jovem havia se tornado um brinquedo para orgias e pela índole que a mesma é conhecida talvez ela não odiasse tanto assim.
Bati nas costas de um dos carcereiros que ria ao lado de fora da cela em seguida saindo do local. Em minha cabeça gargalhava ao pensar o quão tolo poderia ser um homem ao ser manipulado por uma vagina.
   

Tomar parte em pequenos assuntos as vezes mudava o rumo de várias histórias e a cada dia que passava tentava demonstrar sensatez àqueles a minha volta. Vinculei-me com minha própria honra e agarrei a ideia de mudar um conceito de justiça que nem ao menos parecia existir.
Havia se passado um ano desde a coroação de Velarion Targaryen. Muitas coisas haviam acontecido desde então. Após a queda brusca da criminalidade meu trabalho passou a ser mais diplomático que prático em si. Abrangeria toda Westeros futuramente.
Naquele dia algo martelou em minha cabeça ao me lembrar da jovem serva de minha casa. Nenhuma das mulheres que ali em Porto Real havia deleitado demonstrava mesma eficácia em me satisfazer. Pensei por mim mesmo e escrevi para Jardim de Cima à fim de traze-la para Porto Real. Mas não poderia deixar que ninguém soubesse daquilo. Redigi então que necessitava de uma jovem moça que tivesse habilidades em guerra e costura, logo a frente colocando a referencia da jovem Lilian Flowers. Era a unica jovem que conhecia com tais habilidades e tal carta pareceria uma suplica por alguém que pudesse costurar meus equipamentos de batalha. Coisa que a jovem era encarregada de fazer em Jardim de Cima.
Em meu quarto, terminava de escrever a carta, entregando-a a Sor Belmont.

- Envie para Jardim de Cima - Ordenei. Sor olhou demonstrando uma certa preocupação.
- Algo ocorreu, m'lorde? - Perguntou.
- Não, sor. Apenas necessito de alguns serviços que só podem ser encontrados lá. - Respondi o mesmo com um sorriso em minha face. Em seguida voltava a analisar a papelada presente sobre a mesa em meu quarto. Era de manhã ainda e o dia seria longo.  [/b]
Citação :
De: Porto Real
Para: Jardim de Cima

Lady Margareth, pela falta de costureiros habilidosos peço que mande minha serva de Jardim de Cima para que faça o trabalho como sempre fez. A mesma possui habilidades de batalha e costura e isso é algo extremamente incomum por aqui. Seu nome é Lilian Flowers.

Ass.: Lorde Thalion Tyrell, Senhor de Jardim de Cima, Protetor do Sul e Mestre das Leis.



HP: 650|650
ST: 600|600

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