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 O Rei Valerion - Partindo Para Conquista

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Data de inscrição : 26/05/2016

MensagemAssunto: O Rei Valerion - Partindo Para Conquista   12.12.16 10:02

Valerion


- Sor Boros, os navios zarpam ainda hoje? – o tom sarcástico do rei atingiu o Mestre dos Navios como uma pancada.

- Vossa Graça, não é tão simples abastecer os navios como parece. Informou-nos ontem a noite de que partiríamos. Compreenda que não tivemos tempo de...

- Não pedi desculpas, sor Boros. Perguntei se os homens ainda zarpam hoje. A julgar pela velocidade com que fazem vosso serviço, presumo que teremos uma longa semana de preparo até conseguir deixar Porto Real.  

- Sim, Vossa Graça. Antes do sol estar a pino, estaremos além de Pedra do Dragão.  

- Eu espero, profundamente, que sim, sor. O Mestre dos Navios desapareceu dentro de um dos dracares. O rei girou nos calcanhares e deu de cara com Viserys. - Não me lembro da última vez em que me virei para trás e você não estava lá, sor Viserys. Segue-me como uma sombra.  

- As sombra que segue o rei é o que lhe traz segurança, Vossa Graça.  

- Lembrarei-me de perguntar para o meu pai se essa informação procede. Ah não, espere... Valerion não esperava o bofetão que lhe atingiu o rosto com força. Por um segundo, jurou que sua mandíbula havia saído do lugar. Encarou o tio com choque.  

- Como ousa falar assim comigo, rapaz? – o dedo de Viserys estava em riste e quase tocava o nariz do rei. – Pensa que sou um cão que pode simplesmente enxotar? Engana-se, caro sobrinho. Estamos juntos nesse lamaçal e, se eu afundar, tenha a certeza de que não afundarei sozinho.

Valerion esfregou o rosto e respirou fundo. - Nunca mais faça isso. Está me entendendo? Se ousar levantar a mão para mim novamente, ordenarei sua execução em praça pública. Quero ver o que sua cabeça apodrecida vai dizer sobre isso.

O rei continuou em seu caminho, certo de que não seria mais importunado pelo tio. Mas estava enganado. Os passos do Comandante da Guarda Real continuavam a estalar atrás de si.

- Diga-me o que quer, sor Viserys. Deve haver um motivo para insistir em ficar no meu pé.

Viserys parou no lugar e observou Valerion dar mais alguns passos, antes de falar.  

- Não acho que esteja sendo prudente, Vossa Graça.  

- E diga-me, sor Viserys, o que o leva a achar isso?

- A população não respondeu bem à nossa resolução. Disseram que matarão qualquer homem do rei que pisar na Baixada. Incluindo os tratadores das fossas. A questão ficou muito maior do que só o esgoto a céu aberto.

- Diga-me, sor Viserys, quem eu deveria culpar pela situação ter se agravado? Não foi o senhor que sugeriu tal resolução?

- É verdade que sugeri que fosse resolvido dessa forma. Mas lembro-me de dizer para consultar alguém com melhores conhecimentos políticos. Até mesmo indiquei-lhe um nome.

- Impressiona-me sua habilidade de se eximir de qualquer culpa, sor Viserys. Afinal de contas, o que querem esses homens? Mais sangue derramado? Podemos dar lhes isso, caso desejem.

- Não acredito que essa situação se melhore com o uso da espada, Vossa Graça. Mas temos que resolvê-la o quanto antes. Por isso, acho loucura que marche para Dorne com um exército. Por um acaso não lhe entreguei a mensagem enviada por um dos meus homens de Porto Real?  

- Maegelle navega para Dorne com pelo menos 1.000 homens. Compreendi a mensagem, sor. É por isso mesmo que devemos marchar e enviar homens ao mar. Se a fama de sor Boros for verdadeira, interceptaremos Maegelle antes que chegue a Dorne. Claro que nossos navios não serão capazes de destruir a frota, mas lhe daremos distração enquanto nos aproximamos por terra. Os dorneses se renderão antes que minha irmã pise em terra firme.

- Às vezes pergunto-me em que mundo vive. Com todo o respeito Vossa Graça, mas seu conhecimento geográfico se mostra bastante precário. Teria que cavalgar a uma velocidade absurda com quase nenhum descanso para chegar em Lançassolar antes de Maegelle. Não pode passar por Ponta Tempestade.

- Se Lorde Baratheon responder ao chamado de Maegelle, então passaremos por Ponta Tempestade sem grandes problemas. Todos os que tentarem nos impedir serão passados na espada. Não serão capazes de conter nosso ataque com o exército em outro local. Temos grandes chances, sor Viserys.

- Vossa Graça, imploro que pense melhor sobre isso. Esse exército será enfraquecido ao longo do caminho com os possíveis conflitos. Precisamos de homens em Porto Real. É aqui que o conflito será garantido, caso Maegelle consiga a aliança. Por que não firmamos nossas alianças antes de marchar rumo a um destino incerto? Além disso, essa questão das Baixadas das Pulgas...

- Sor Viserys, recrutei novos membros para o Pequeno Conselho, conforme me orientou. Se aceitarem fazer parte, também irão demonstrar apoio ao meu plano. Os Lordes e seus homens se encontrarão conosco no caminho. E então, atacaremos Dorne com força total.  
- E se não tivermos esses homens? Eu não acredito que tenha compreendido a questão da Baixada das Pulgas, Vossa Graça. É de extrema urgência que lidemos com isso já.

- Sor Viserys, está pedindo-me para adiar o meu plano por conta de meia-dúzia de plebeus? Percebe o quanto isso soa ridículo? Mande matar as pessoas revoltadas e, se não for o suficiente, mate mais delas até que simplesmente deixem de existir. Não me importo com a forma que vai resolver isso. Apenas resolva.  

- Eu gostaria que fosse tão simples, Vossa Graça. Mas existe uma força perigosa crescendo entre os corações inflamados dos plebeus. Uma força que talvez não estejamos prontos para lidar novamente.  

- E que força seria essa, sor Viserys?

- Uma força que aparentemente extinguira-se antes de Vossa Graça nascer. A Fé Militante! Valerion recebeu aquilo com uma gargalhada curta.  

- Está paranoico, tio. Enxergando conspirações e perigo em todos os lados. Diga-me, o que o faz crer que a Fé Militante esteja se reerguendo? Não há nada que tenhamos feito para desagradar os seguidores da Fé dos Sete.

- Se esquece da morte do Septão Gerald, Vossa Graça? Gerald era querido entre a comunidade religiosa e seu assassinato é visto como uma afronta. Imagine como ficaram, quando souberam que nenhum septão fora chamado para fazer parte do Pequeno Conselho. Acreditam que Vossa Graça não queira mais que os sacerdotes participem das decisões importantes para os Sete Reinos. Com o episódio da fossa
séptica, começaram a partilhar do sentimento de revolta da população, alegando o descaso do novo rei com a questão. Acreditam que estão sofrendo pela Fé dos Sete ter sido colocada em segundo plano no novo reinado. Dizem que os Sete estão punindo os devotos por não participarem das questões que dizem respeito a todos os homens. O novo Alto Septão reuniu os outros septões e devotos para propor que essa realidade seja mudada. Nem que seja à força. Em questão de alguns dias, a Fé Militante estava de pé novamente, caminhando a passos largos. Os nossos homens dizem que, cada vez que olham para o lado, notam mais vultos escuros se movimentando do que no segundo anterior. Parecem estar proliferando feito praga.

Valerion sentiu sua espinha gelar e um formigamento se espalhar pelas extremidades do corpo. Então não era apenas uma paranoia! Viseys falava com propriedade sobre aqueles fatos. O rei não conseguia imaginar um momento pior para a ascensão de uma força tão brutal quanto a Fé Militante. O próprio Viserys havia falado, em certa ocasião, sobre como fugira com os pais, rei Aenys e rainha Alyssa e com os irmãos de Porto Real pelo fato de Aenys achar que a cidade era perigosa durante a Insurreição da Fé Militante. Rei Aenys não teve tempo de voltar a Pedra do Dragão, pois morreu antes que esse dia chegasse. Quando o irmão de Aenys, Maegor, tomou o trono de ferro, incendiou ainda mais a rebelião, piorando a relação entre o povo e a família real. Fora então que Maegor ordenara a construção da Fortaleza Vermelha. Anos depois, Jaehaerys foi capaz de dissolver o conflito com um tratado de paz. Agora, compreendia o quão sábio o pai fora. Desejou ter o mínimo da diplomacia do falecido do pai. Mas era tarde demais.

- Acredita que tentariam algum tipo de ataque? – o rei perguntou, desvencilhando-se das memórias que lhe causavam incômodo.

- Eu tenho certeza que sim. Mas não precisamos chegar a esse ponto. Se adiar sua ida a Dorne, talvez possamos resolver a situação com o Alto Septão. – Viserys teve certeza de que Valerion estava cedendo.

- Mande seus homens ao Alto Septão com a ordem de trazê-lo à Fortaleza Vermelha. Estarei aguardando na sala de reuniões. – o rei virou-se e caminhou para o castelo.

Viserys observou o sobrinho sumir de vista. A ideia de que Valerion tinha lhe dado ouvidos o tranquilizou de imediato. Quarenta minutos mais tarde, Valerion ocupava a cadeira do rei à frente da mesa da sala de reuniões. Um soldado comum entrou pela porta, anunciando.  

- Com licença, Vossa Graça. Aqui está o Alto Septão e seus súditos.

- Não são meus súditos, jovem soldado. São apenas meus amigos. – o Alto Septão entrou graciosamente na sala. Usava uma túnica acobreada simples, que lhe servia perfeitamente, como se tivesse sido feita sob medida. Na cabeça, a famosa coroa de cristais simbolizava seu nível de influência na Fé dos Sete e contrastava com o que levava no corpo. Atrás dele, seis rapazes trajando túnicas pretas surgiram e colocaram os olhos desconfiados no rei.

Valerion sentiu calafrios ao notar as cicatrizes nas testas dos rapazes, formando o símbolo dos Sete. Os pelos de seu braço se eriçaram e ele agradeceu a uma força maior por estar usando vestes de manga longa. Não gostaria de passar a ideia de estar intimidado.

- Vossa Graça. – o Alto Pardal fez uma reverência.

- Vossa Santidade. Por favor, sente-se com seus... amigos. Aceita algo para beber. Um bom vinho, talvez?

- Não tenho uma boa relação com o álcool, Vossa Graça. Meus amigos e eu estamos bem assim, obrigado. – o homem de rosto macilento e cansado, puxou a cadeira da extremidade oposta ao rei e se sentou. Os rapazes de preto continuaram parados no mesmo lugar.

- Suspeita do motivo pelo qual eu o convoquei para essa reunião, Vossa Santidade? – Valerion inclinou-se para frente, pousando as mãos entrelaçadas na mesa de madeira.

- Não posso imaginar, Vossa Graça. Para falar a verdade, fiquei bastante surpreso com o convite. Não esperava que tivesse uma oportunidade de sentar-me com o governante dos Sete Reinos. – o Alto Septão olhou para o rei com divertimento. Parecia
se alimentar daquela situação.


- Chamei-o para que me ajudasse a chegar a uma solução na situação da Baixada das Pulgas?

- Está pedindo meu conselho, Vossa Graça?  

- Eu diria que estou pedindo uma sugestão.  

- Então oficialize essa relação, Vossa Graça. Integre-me ao Pequeno Conselho.  

- Que diferença faz? Está participando de uma decisão, como desejava fazê-lo.  

- Com todo o respeito, Vossa Graça, trata-se de uma diferença gritante. Veja, agora que deseja meu conselho, pede que eu venha até aqui e lhe diga o que penso que deve fazer. Mas existem muitas outras questões além dessa que também dizem respeito ao povo. Considera tão absurdo que haja um representante que fale pelos menos privilegiados?

- É pelos menos privilegiados que fala, Vossa Santidade? Achei que fosse pelo interesse da Fé dos Sete. Julga que sou tão ingênuo quanto meu pai a ponto de acreditar que nada mais querem do que legitimidade? Eu sei do que isso se trata. Poder. E não é o que todos querem? Sendo o caso ou não, o poder está centralizado na figura do rei. O que pode sua Fé contra isso? Lutará de igual para igual contra os homens do reino?

- Luta, Vossa Graça? Os Sete estão de prova que nunca mencionei qualquer conflito físico. É isso o que pensa dos devotos? Quanto a seu pai, não acredito que Jaehaerys fosse ingênuo como diz. Aliás, foi sua extensa sabedoria que trouxe paz para a coroa e para a fé. Sabe o porquê seu pai manteve o reino organizado, Vossa Graça? Porque se importou com o povo. Trouxe saúde e higiene para os menos favorecidos, diminuindo as inúmeras mortes pelas doenças transmitidas por pragas. Tem ideia do que é viver em condições precárias, Vossa Graça?

- Julga que não me importo com o povo? Ameaçaram os tratadores de morte, caso os enviasse para consertar a fossa.  

- O que esperava depois de ordenar um massacre? O sangue dos plebeus ainda mancha as ruas e toda a questão se tornou muito maior do que só a fossa. Aceite-me em seu conselho e metade dessa tensão se dissolverá em questão de poucos dias.  
- E a outra metade?
- A outra metade resolveremos juntos, sentados nessa mesa, com todos os outros Lordes escolhidos. Proponho-lhe uma solução razoável e justa, Vossa Graça. Sugiro que a aceite.

- E se eu não aceitar, Vossa Santidade?

- Corte uma cabeça, duas crescem no lugar. A rebelião se espalha como erva daninha.

- É uma ameaça?

- É um aviso, Vossa Graça. O povo pagará na mesma moeda. É preciso lembrar se de que, embora menos disciplinados na arte do combate, os plebeus superam os soldados do rei em número. Tudo o que precisam é de uma organização.  

- Temos aliados, Vossa Santidade. Acredita que possam superar até mesmo os exércitos amigos?

- Em condições de batalha organizada? Com certeza não. Mas o povo não escolhe hora para se rebelar. É sabido que esses mesmos aliados, os quais Vossa Graça menciona, o acompanharão em uma campanha até Dorne; uma campanha que se inicia hoje. Diga-me, Vossa Graça, o que será que os plebeus farão se souberem que a Fortaleza Vermelha estará deserta de mantos brancos e brasões de dragões?  

Valerion encarou o Alto Septão com um sorriso de canto. Bateu duas palmas e, logo em seguida, toda a Guarda Real adentrou a sala. Seis dos guardas seguraram os rapazes de preto e apontaram adagas em seus pescoços. Viserys posicionou-se atrás do Alto Septão.

- Gosta de pregar, Vossa Santidade? Encontra prazer em proferir a palavra sagrada dos Sete?

Apesar do perigo iminente, tanto os rapazes quanto o Alto Septão mantiveram seus semblantes impassíveis.  

- Pensa que matar-nos resolveria o problema, Vossa Graça? É tão tolo a ponto de achar que toda essa questão se resolverá com mais violência? O sangue é o combustível que incendia a revolta. A Fé encontrará novos rostos. Talvez não tão cordiais quanto o meu. – o Alto Septão levantou-se da cadeira e sentiu a ponta de uma lâmina nas costas.

- Não ouvi a permissão do rei para que se retirasse. – Viserys sussurrou, pressionando levemente o ombro do homem para baixo e fazendo-o se sentar novamente.

Valerion levantou da cadeira, caminhou até o líder religioso e inclinou-se até que seus rostos quase se tocassem. - Controle o seu povo, imediatamente. Não gostará da consequência, caso essa situação se agrave.  

O Alto Septão apenas sorriu de volta - Presumo que já tenha ouvido algo sobre a Fé Militante, Vossa Graça?

- Uma coisa ou duas. – Valerion respondeu, com desprezo.  

- Entrem. – ordenou o Alto Septão. Mais nove homens vestindo preto adentraram, cada um deles conduzindo soldados com a ponta de suas adagas. O décimo a entrar torcia o braço da rainha Viserra atrás de suas costas e pressionava a ponta de um punhal em seu queixo.

- Acredito que estamos liberados dessa reunião, não é? – O Alto Septão levantou se da cadeira, afastando a lâmina de Viserys para o lado.  

Valerion sentiu a impotência de tomar qualquer atitude drástica. Fitou os olhos assustados da esposa e virou-se para os guardas reais.
- Deixem-nos ir. Sor Viserys, abra caminho para Vossa Santidade.  

Os dezesseis homens de preto deixaram a sala em uma fila organizada, deixando apenas o líder religioso para trás.

- Vê? Erva daninha, Vossa Graça. Considere minha proposta, sim?

O homem ajeitou a coroa de cristais e se retirou rapidamente, fazendo a parte inferior da túnica esvoaçar com o movimento.

- Sobre Dorne. – Viserys aproveitou-se da tensão do momento. – Ainda quer que saiamos hoje mesmo?

- Não. – o rei respondeu, secamente. – o senhor e toda Guarda Real ficarão aqui, sor Viserys, para proteger a rainha. Com vocês, deixarei mil soldados para conter possíveis motins.

Viserys não conseguiu controlar a expressão de indignação que tomou conta de seu rosto.

- Vossa Graça, não acho que seja prudente...

- Não estou pedindo sua opinião, sor Viserys. Fará o que ordeno e protegerá a rainha e Porto Real enquanto eu estiver cuidando de nossas alianças. Estamos entendidos?

- Sim, Vossa Graça.  

- Muito bem. Espero que adote medidas mais eficazes dessa vez. – o rei disse, antes de tomar a mão de Viserra e sair da sala.  
Depois de duas horas, um exército de 5.000 homens se colocava em movimento para o Sul de Westeros. O momento de diálogos havia terminado. A política estava prestes a dar espaço às espadas.


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