Chegada Surpresa

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Chegada Surpresa

Mensagem por Nymera Martell em 18.09.17 2:19

Finalmente, Westeros, Dorne, Casa, esses eram os pensamentos de Nymera quando via a a costa, sentia o sol da terra natal no rosto, se lembrou de quando embarcou no Lançassolar, o seu barco e zarpou rumo ao desconhecido, Pentos, Essos, Bravos, Myr, Volants, Tyrosh...Tantos lugares, tantas línguas diferentes, mas é como dizem, não há lugar como lar..., mas ela sentia algo diferente no ar, mas ignorou, afinal estava 5 anos no mar.

Atracou no porto de Lançassolar, daí vinha o nome do seu navio, em honra a terra onde nasceu, viu uma escolta de soldados de sua casa, entre eles estava o comandante da guarda de seu pai, Aarthor, seu mestre de treinamento, amigo desde a infância, assim que botou os pés em terra a jovem o recebeu com o sorriso de orelha a orelha, gostava do comandante como um segundo pai.

- Velho Aarthor, está mais careca do que antes, mas ainda assim é um colírio para os olhos - gritou na língua de Essos, um idioma um pouco arrastado, mas fácil de se falar, o homem claro não entendeu nada, mas seus homens riram na piada.

- Não entendo uma única palavra Nym, fale no Idioma Comum sua ratinha - era assim que ele a chamava desde que quando ela era criança. Retribuiu seu abraço com um mais apertado - Você cresceu, nem parece aquela menininha que saiu daqui, agora está uma mulher, com o que 23?

- 20, e sim, o mar nos muda, ser capitã do seu próprio navio nos muda, passar 5 anos longe de casa nos muda, talvez na próxima viagem eu leve vocês comigo, papai, mamãe e você, talvez o mar salgado e o sol curem aquela doença maldita, talvez ele...

- Nymera... - agora ele adotou uma postura séria e se afastou um pouquinho, ela já pode perceber que o que vinha a seguir não era bom - Eu lamento minha senhora mas seu pai...

- N.. - Papai? O que houve com papai?, Aathor agora olhava pra baixo, meio envergonhado, seu pai fez a mesma coisa quando matou `` sem querer´´ seu canário de estimação - Meu pai, piorou da gota é isso? - diga que é apenas isso...

- Sim e não Nym... Lamento, mas seu pai faleceu.

Parece que tudo ao seu redor havia congelado, o som não era mais ouvido, o mundo pareceu ter parado por um estante Papai? Morto, mas...Mas ele estava tão bem quando eu  saí, ele até me pediu para trazer um presente quando volta-se, disse que..., as lágrimas vieram sem seu consentimento, buscou ar, e mais lágrimas vieram.

- Senhora...

- Onde está a minha mãe? - só conseguia pensar nela agora, deve estar totalmente desamparada, sempre foi apaixonada pelo marido, mesmo com a doença ela nunca o deixou nem por um segundo.

- Está no castelo de luto, mesmo tendo se passado 2 anos..

- 2 anos!?!?!? - sua surpresa era notável, o lord comandante parou de súbito, sentiu que falou demais e se afastou - Vamos voltar para o castelo, quero ver minha mãe, Senhor Smir! - chamou seu imediato.

- Senhora Nym? - era chamada assim pelos seus homens, quando viu seu rosto logo soube que algo havia acontecido - Senhora... O que...

- Descarregue o navio e mande tudo para o castelo, tome cuidado com a caixa e libere os homens, mas avise que a noite quero todos no castelo para um pronunciamento... - não sabia o que iria falar - Traga Brisa, agora.

Pouco tempo depois, seu cavalo Brisa foi trazida até ela, gritou mais algumas ordem no idiota de Essos e se foi para o castelo, estava treinando o que dizer a sua mãe, será que ela a perdoaria por estar longe? Será que a culparia? Não sabia dizer, não sabia como encara-la, mas qual for o seu argumento concordaria sem discutir.

Assim que chegou ao castelo foi levada a sua mãe, estava no jardim seu local favorito, estava sentada na beira do canteiro de flores, vias umas rosas brancas, quando subiu os olhos a viu,  Nymera teve medo, achou que ela iria gritar e manda-la embora, mas sua mãe correu e a abraçou tão forte que achou que iria morrer sufocada, sentiu suas lágrimas e retribuiu o abraço.

- Minha filha, minha pequena - passava a mão do resto dela - Minha pequena Nym - seu sorriso era caloroso - Faz.. 5 anos, está uma mulher, minha mulher.

- Perdão mãe - suas lágrimas vieram sem seu consentimento de novo - Eu devia estar aqui, eu devia...

- Não, não, tudo bem meu pequeno solizinho - sua mãe tinha os olhos violetas daí que vinha a sua falha ocular, estavam brilhantes e tristes ao mesmo tempo - Seu pai... Ele sempre amou você.

- Mas eu estava fora, estava em outro lugar, além do Mar Estreito, devia estar aqui com ele, com você...

- Acredite Nym, ele estava orgulhoso de você ter ido além dos mares e ter seguido os seus sonhos, ele.. Eu estava com ele quando morreu ele me disse: Diga a Nym... A minha Nym, que agora ela será a Princesa, minha princesa... Minha Nym... Ela é a senhora de Dorne, ela é.. Dorne, ajude-a Mhin, ajude-a meu amor... Minha pequena Nym..

Chorou, Minha pequena Nym, era assim que ele a chamava todo o tempo, seu pai agora está morto, consumido pela maldita gota, essa doença que o consumia aos poucos durante anos.

- Maldita doença, maldito Sol, maldita seca...

- Nunca defame Dorne desse jeito, você sabe que nós somos mais que sol e areia, seu pai sabia disso e por isso que lutou contra a gota, contra tudo, agora é a sua vez meu solzinho com estrelas...

- Ele sofreu?

- Não, o mestre lhe deu popula e uma poção pra dormir, ele morreu em paz.

- Quando serei... Coroada?

- Providenciarei tudo amanhã, faremos uma celebração pequena, não temos tempo a perder.

- como assim mãe?

- O Rei Jaehaerys, foi assassinado...

- O Rei Dragão está morto? - era um choque, principalmente dessa maneira, ele era um rei pacífico, benevolente - Assassinado por quem?

- Não sabem, mas um corvo chegou hoje, não se sabe ainda o que vai ser feito, mas pelo que parece ele queria que sua filha mais velha assumi-se, isso foi o que eu ouvi, mas como a lei deles pesa para o filho homem, isso pode gerar uma confusão, precisamos estar preparados, pois com certeza essa guerra pode estourar em Dorne, parece que eles gostam daqui, deve ser o clima, ou as mulheres... Em todo caso, você está em casa, isso é o que importa, vamos, vamos prepara-lá para amanhã, e quero que me conte de tudo das suas viagens.

Nymera e sua mãe foram até seus aposentos, decidiu ficar no seu antigo quarto e sua mãe no que dividia com seu pai, seria difícil, mas não se via dormindo naquele quarto, agora seria coroada Princesa de Dorne, toda sua vida iria mudar quando se senta-se no trono de sol, sua e de seu povo.


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Última edição por Nymera Martell em 19.09.17 21:08, editado 1 vez(es)
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Re: Chegada Surpresa

Mensagem por Nymera Martell em 18.09.17 22:03

A noite havia chegado, e com ela as brisas quentes, Nymera teve um dia turbulento, mal chegara e soube da morte de seu pai, não conseguia acreditar em tal acontecimento, e ainda com tão longo tempo, não havia sido informada, toda vez que podia mandava um pássaro para casa, as vezes ele voltava sem uma mensagem, ou as vezes era uma mensagem de seu pai dizendo que sua mãe estava com saudades e que a casaria quando volta-se para que ela fica-se quieta em Lançassolar, uma brincadeira claro, havia trazido um vinho especial, comprou em Lys, doce e com algumas especiarias, havia provado uma taça e comprou 2 garrafas, uma para ambos os pais, deu a da sua mãe, mas a de seu pai guardou para si.

Como havia ordenado, seus homens estavam todos no Salão Principal, estavam incrivelmente limpos, podia ver a diferença, chegou acompanhada do comandante ao seu lado, trajava um vestido azul marinho com um decote médio, e com saias de seda, possuía um cinturão cheio de solzinhos de ouro.

- Homens - lhes chamou a atenção no idioma de Essos, era o mais usava com eles, sendo que alguns vinham de outros lugares - Bem Vindos, a minha casa - agora falava no idioma Comum - muitos deles entendiam o idioma falado em Westeros, só haviam quatro que não entendiam, um dos gêmeos Amor, um marinheiro que trouxe de Braavos da qual o chamam de Flautista, por que o homem tocava fluta como ninguém, e era pouco valorizado por causa da sua pele cor tom de oliva, uma garota que resgatou de Meereen, da qual comprou de um mestre muito mal e depois a libertou, mas a jovem escrava decidiu segui-la e um velho que chamavam `` cariosamente´´ de Verme - Meu pai, o Príncipe Martell está morto, e eu, como sua única e legítima filha terei que assumir o trono e ficar aqui, em Dorne.

Houve muitos cochichos do grupo de homens, era 16 ao todo, todos bos marujos e amigos.

- Quer dizer que vai nos deixar Senhora Nym? - o gêmeo que falava a Língua Comum, Arsh, perguntou em um tom triste.

- Sim e não, isso quer dizer que tenho que governar aqui por um tempo, até as coisas parecerem boas, ae talvez eu possa fazer uma viagem novamente, mas pelo que parece isso não acontecer tão cedo.

- Como assim minha senhora? - a jovem, da qual era chamada de Sarsh perguntou no idioma de ghis.

- Quer dizer que vou ficar aqui por muito tempo - falou em um sotaque bem arrastado de ghis, não havia dominado totalmente a língua, ainda.

- Soubemos da morte do Rei - agora era o seu intendente, Sr. Smir, um senhor já de idade, gordinho, sempre sorridente e disposto a ajudar, está com ela desde que zarpou com Lançassolar - Creio que agora as coisas vão ficar feias, quando um Rei Dragão morre as coisas nunca ficam boas para o povo, e dependendo de quem vai assumir, nem Dorne escapa...

- Sim Smir, é por isso que ficarei aqui, mas não vou obrigá-los a ficar comigo, quando entraram no meu navio eu lhes prometi explorar as terras, assim fizemos por 5 anos, isso pra quem estava comigo desdo início, alguns foram 3 outros 1 - olhou pata jovem Sarsh - Como sabem, Smir é meu intendente, meu braço direito, então sabe como navego e como penso...

- Nem de longe Senhora Nym - o homem se pronunciou prontamente colocando ambas as mãos pra cima em sinal de rendição.

- 1/3 pelo menos, mas sabe como navego, vocês podem seguir viagem com ele, eu não os proíbo, mas também podem ficar aqui, para os que não tem moradia arranjarei, arranjarei tarefas também se caso escolherem, ou podem pegar o próximo navio mercantil, eu não me importo, minto, me importo, mas, o que posso fazer, tenho responsabilidades como princesa aqui - deu uma pausa - Agora é com vocês senhores, espero vê-los amanhã na coroação - ameaçava se virar, pensava que se fossem embora iria ficar bem triste, velejou com ele, compartilhou experiências e aventuras, eles lhe ensinaram muito, O Flautista lhe ensinou como tocar flauta e a controlar o seu fôlego, o que lhe ajudou a nadar bem melhor, Smir lhe ensinou a velejar, lhe ensinou a usar o mapa, as estrelas, o próprio mar para ir aonde for, tudo para ser uma boa capitã, já que foi um em sua juventude, Sarsh lhe ajudou nas línguas e como se portar perante os homens quando necessitava ser submissa, todos eles...

- Capitã! - o Flautista, um homem que raramente fala, quanto mais gritava lhe gritou em Alto Valíriano, a forçando se virar de súbito, ele olhos dos lados, parecia tímido o que era estranho para um homem grande, mas ele é um dos homens mais gentis que Nymera já conhecera - Minha capitã - e se ajoelhou de repente, um por um seus homens fizeram a mesma coisa, repetindo `` Minha Capitã´´, seja no idioma de Essos ou no Idioma Comum, Nymera sorriu ao ver essa cena, Realmente.. Havia escolhido bem seus homens...


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