A Guerra do Vassalo Leal

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A Guerra do Vassalo Leal

Mensagem por Koude Swann em 27.09.17 21:52

KOUDE SWANN

Em seu quarto em Pedrelmo, Koude estava sentado em sua cama apenas com a calça, era de noite, mas as estrelas não apareciam, chovia forte.

-Você tem certeza do que diz Meistre Klicius? - Koude perguntou- Se for verdade estamos no pior momento desde décadas a Casa Baratheon.

Meistre Klicius era um velho homem, fraco e cego, e possivelmente já não curava tão bem quando o antigo Meistre que Koude despedirá, mas tinha uma capacidade que poucos tinham, Klicius era neto desconhecido de um ramo secundário dos Baratheon, por conta disso estudará as Terras da Tempestade como ninguém "Conhece cada região que perguntar e cada Lorde, julga a verdade e a mentira em vez de apenas ler as cartas, ele é uma fonte de informação muito preciosa.

E agora, esse velho homem de confiança lhe chegava dizendo que duas grandes famílias haviam se rebelado contra Ormund "Não trairei Ormund nem tolerarei essa rebelião, Ormund é tão meu companheiro quanto meus capitães.

Koude bebeu uma taça de vinho trazida por um serviçal e se virou para o Meistre.

-Quantos homens eles tem? Quantos dias de Marcha?

Meistre Klicius coçou a grande barba que tinha abaixo do queixo e sorriu leve. -Presumo que tenha um mapa aqui? - Koude apenas vez um barulho para confirmar.- Pode olhar para Solarestival? É esse o último local que se tem noticias desse exército. Como deve ver, o caminho de lá para Ponta Tempestade é reto e simples, os números apontados são 2000 homens. -Koude anotava todas essas informações no mapa.

-Desses 500 devem ser soldados, uns 100 Cavaleiros de verdade. - Koude olhou para o mapa. - Mas, são mais do que tenho sozinho, e eles são mais rápidos indo diretamente contra Ponta Tempestade... Ao menos que use cavalaria especializada apenas, mas o que faria com tão poucos números, serviria apenas de distração.

Um trovão explodiu com força, era um prelúdio da batalha por vir, um homem alto e forte nas casas dos 35, 40 entrou no quarto, tinha um bigode negro espesso e uma barba trançada, olhos castanhos e um rosto duro, pele cobre como não tinha em Westeros. Vestia uma roupa completa de couro com protetores nos ombros, cotovelos, joelhos e torso, nas costas tinha um machado grande com lâmina em apenas um lado. Era uma arma que podia usar o peso para atacar, mas não negava tanto movimentos quanto um machado de duas mãos ou grandes espadas. por isso podia ser usada na cavalaria.

-Capitão Ou Ki. -Swann o cumprimentou como um soldado cumprimenta suas tropas. -Sua ajuda será muito necessária aqui. Temos duas Casas se rebelando, nosso Lorde não está aqui e nós não temos tanto poderio para para-los sozinhos.

Ou Ki cruzou os braços, ao olhar para o mapa aberto viu as marcações de Koude e logo entendeu a situação por completo, pelo menos no âmbito militar.- E porque tem que lutar sozinho? Os Baratheon devem saber o risco que é deixar os Vassalos chegarem até Ponta Tempestade e por isso devem tentar encontra-los em campo aberto. Nossa Casa ajudando já não passaria o número dos Rebeldes? Além disso, e as outras Casas.

O Velho Meistre respondeu- Nenhuma se pronunciou contra ou a favor, isso inclui nós, mas não recebemos nenhum pedido de ajuda da parte dos Rebeldes, o que leva a duas conclusões: Ou eles tem poder o bastante para se garantir sozinhos nessa guerra, o que para mim não é o caso, ou eles conseguiram a amizade e atenção de outras casas que estão apenas esperando para atacar.

-E por isso não teriam que pedir ajuda para uma Casa como a nossa tão próxima a Ormund. - Koude olhou o mapa e as Fortalezas. - Não devem ter conseguido aliados a mais ainda, mas devem saber de pessoas que não estão tão contentes e por isso mesmo que não se rebelem não se mexeram em defesa e talvez até se junte se a situação virar em prol deles. Os que mais me preocupam são Tarth e Errol, qualquer um deles fariam os Baratheon lutar em dois fronts.

Ou Ki se sentou do lado de Koude e pegou o mapa. - Temos que encontrar o melhor lugar para enfrenta-los, Koude são duas Casas se rebelando, não uma casa sendo seguida, duas ao mesmo tempo. - Koude sabia o que Ou Ki ia falar. - Seus comandos não devem ser centralizados e nem estar preocupados um com outro, dividi-los é a melhor escolha. "Assim eles perdem a coesão de suas ações, e talvez atrapalhem um ao outro"

Procurar o local perfeito para essa divisão era no que Koude se preocupava "Se os Baratheon vierem para campo aberto será mais fácil, posicionar cada exército num local que obrigue ao adversário ter que batalhar olhando dois lados, chamar atenção deles será importante também, isso além de facilitar eles se dividirem vai nos ganhar tempo - Klicius, Ou Ki, algo de especial para me falar?

-Bem Senhor. - O Velho meistre murmurou como se estivesse desconfiante do que diria "Que mentiroso"- No caminho para Ponta Tempestade tem um local afunilado entre duas montanhas... As tempestades derrubam a terra e a tornam mais lamacenta... Um exército ali estaria mais lento e a cavalaria teria dificuldade de perseguir qualquer um, principalmente se eles vierem e voltarem pelas Montanhas.

Koude procurou o local indicado por Klicius no mapa e entendeu. "Klicius, seu velho, como consegue falar algo tão genial como se fosse nada? Se usarmos apenas Cavalaria, o que é tudo que precisamos, é possível chegar lá junto aos Rebeldes, teria-mos um ponto de ataque vantajoso que nos daria tempo e dano no adversário e ainda serve perfeitamente como a distração e para atrair forças para Sul por onde vamos vir dividindo as forças em duas." Koude olhou indignado para o meistre "Tem certeza que nunca foi general Klicius?

-Se movermos nossas tropas pelo Sul enquanto faze-mos esse ataque nas montanhas podemos atrair as tropas par trás, eles terma que se virar para Sul lutando contra nós e terma que recuar para pegar a Cavalaria independente, senão a deixam livre para flanquear e atacar qualquer fraqueza de suas formações. - Koude começoua  montar seu plano utilizando a chave dada por Klicius - Os Baratheon podem mandar suas tropas por cima dessas pequenas colinas próximas a Ponta Tempestade. - Apontou as colinas no mapa- Assim seria a divisão em dois fronts perfeita para nós, enquanto aqueles que ficarem contra a gente terma que recuar os Veados podem levar sua batalha para atrás daquelas colinas colocando uma barreira entre os Rebeldes.

- E o caminho de contornar que poderia ser usado pelos Rebeldes para reagrupar e atacar os Baratheon por trás estará sub nosso controle.

Koude sorriu e fechou o mapa, estava decidido do que faria, mas precisava do apoio de duas pessoas importantes para isso, uma era daquele que luta-se em Ponta Tempestade fosse o Lorde ou não, o outro era justamente Ou Ki.

-Ou Ki, você pegará nossos melhores cavaleiros e correrá para o local de nossa armadilha. - Começou a dar as ordens enquanto pegava um novo pergaminho e uma pena. - Nós partiremos em seu encalço, temos que fazer questão que sejamos vistos pelo inimigo. -Deu um sinal e dispensou Ou Ki, chamou Klicius. - Temos que mandar uma carta a Ponta Tempestade explicando a estratégia que faremos - Abriu o pergaminho e molhou a pena- Você vai me ajudar com o nome dos locais e depois quando partimos deve ir comigo.

-Assim como deseja meu Senhor.- Fez uma referência com um sorriso sacana.

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Re: A Guerra do Vassalo Leal

Mensagem por Koude Swann em 29.09.17 10:35

Koude Swann II

No lado de fora de Pedrelmo um exército se montava e organizava dividido em 5 grupos, se preparavam para entrar me marcha.

Os estábulos estavam praticamente vazios, a maioria dos cavalos já estava selado e com seus devidos cavaleiros, apenas 3 continuavam sendo preparados e um era o do próprio Koude, um grande cavalo marrom de crina preta.

-Como está Doflamingo?- Perguntou o Lorde para uma serva jovem, quase sem cabelos e com um corpo estranhamente pequeno e largo, apesar de não ser anã. -Com seus cuidados devo presumir que muito bem. Puxou o talento de seu pai com os animais Ceinwyn.

-Muito obrigada Koude- A jovem respondeu com naturalidade e bom humor- Devo presumir que apreendeu a mortar direito? Seria divertido te ver cair como na infância. -Riu e acariciou o pelo do cavalo.

Koude lembrava-se bem do treinamento com seu pai, seus primos e Lorde Ormund, principalmente daquela história, desafiará Ormund para uma disputa e o Baratheon o derrubou na primeira investida. Na queda Koude machucará seu cavalo o que causou a irritação de Ceinwyn e seu pai.

-Não cairei tão fácil hoje em dia, aliás duvido que o próprio Ormund me derruba-se atualmente -  Ceinwyn deu uma risadinha e trouxe o cavalo até Koude.

-Quer que eu o leve a algum lugar especial?-Quando Koude fez um olhar de estranheza ela continuou- Lordes normalmente vão montados em suas armaduras e bem vestidos e você ainda não fez nada disso.

Koude ia responder, mas uma terceira voz entrou no estábulo, uma voz doce, forte e afinada cantando A mulher do Dornês.

Era um jovem cavaleiro montado em seu cavalo branco, envergava uma armadura leve nas pernas e nada na parte de cima, portava uma espada. Era um homem muito belo, alto e magro, com longos cabelos de um castanho brilhante ondulado, olhos azuis acizentados e expressivos, uma barba por fazer cobrindo o queixo e contornando a boca. "Leif". Koude sorriu. Leif Laweyes era um de seus capitães e o que mais confiava junto com Ou Ki.

-Pode deixar o cavalo aqui, depois voltamos para buscar Ceinwyn. -Leif desceu de seu cavalo, esticou os ombros.- Klicius quer tratar com você Koude.

Ceinwyn sorriu feliz por poder ficar mais tempo com o grande animal. Leif entregou seu cavalo para a serva e comprimentou Koude com uma continência, o Lorde respondeu sem olhar pro amigo.

-Devo supor que o encontrarei em meu quarto não? Aproveito e visto logo a armadura, você devia fazer isso também Leif. -Tinha uma pequena irritação no tom de Koude.

Koude saiu dos estábulos seguido por Leif. Seguiram para dentro de Pedrelmo e subiram a tore que levava ao quarto do Lorde Swann, continuaram conversando todo o caminho sem um tema específico e quando chegaram ao quarto Koude ria alto.

-Meu Lorde. -Meistre Klicius fez uma mesura em respeito, quando não ouviu nada em resposta entendeu que Koude esperava ele dizer porque o chamará. -Senhor, quantos mesmo pretende deixar para proteger Pedrelmo?

-300 homens, é mais que o suficiente. -Koude olhou o velho Meistre- Discorda de minha opinião?

-Só queria saber no que ela se baseia senhor.

-Certo. Mantemos um exército aqui para defender de qualquer possível ataque dos rebeldes que chegue aqui, e qualquer ataque que chegue aqui poderá ser repelido com esse número. Só existem 2 rotas que podem ser tomadas de Solarestival a Pedrelmo que não sejam demoradas demais: Uma é a estrada pela qual nós iremos, então se forem por lá nos o enfretaremos com nossa força principal, a outra é pelas montanhas, entretanto nenhum desses rebeldes tem treinamento nesse tipo de ação e para um bando de amadores é impossível levar um grande grupo de camponeses pelas montanhas se forem passar será com um grupo pequeno que 300 podem dar conta.

-Além disso Ou Ki estará cruzando a mesma montanha não?. -Leif tomou a palavra em tom sério. -Ou Ki sabe o que está fazendo e tem o treinamento e soldados adequados, se os grupos se encontrarem será um massacre fácil.

O Meistre Klicius deu seu risinho sacana e Koude se perguntava se o velho não estava apenas testando ele e já havia pensado em tudo que disse.

-Se for assim como disse Swann, tenho algo para ti - "Ele já sabia" -Preparei uma carta para Lorde Mertyns pedindo que ele ajude contra os rebeldes, nada grande, apenas um grupo de 300 ou 400 para incrementar nossas fileiras.

Koude às vezes se irritava com o velho, mas o admirava cada vez mais. -Mande essa carta logo então, vão ter que ser rápidos para se juntar a nós. -O velho Meistre saiu para mandar sua carta e Koude ficou sozinho com Leif, sentia certo desconforto.

-300 homens... -Leif se encontrou numa parede pensativo.- Alguém tem que lidera-los, de preferência alguém de confiança... Koude, me deixe ficar como castelão aq...

-NÃO -Koude cortou. -Você vem comigo para a batalha.

-Porque Koude? Quem pretende deixar aqui? Ou Ki já partiu, Meistre Klicius vai com você, sou quem sobrou para defender o castelo.

-Deixo Meistre Klicius então, mas você vai comigo.

-Deixar seu Meistre- Leif falou como se fosse a coisa mais absurda que já ouviu. -E que, vai cuidar de sua comunicação no exército? Quem vai tratar suas feridas? Meistre Klicius tem que ir com você.

-Deixo outro de meus capitães então, Bjorn, Ash, Irvine, todos são confiáveis, mas você vai comigo, entendeu Leif, É UMA ORDEM.

Leif se calou e apenas concordou com a cabeça, Koude se dirigiu sté onde estavam suas roupas sem Lorde e sua armadura. -Agora deixe-me, tem um exército a se juntar e não quero me trocar na sua frente.

O clima tenso se espalhou pelo quarto quando Leif obedeceu as ordens. Koude separou tudo que precisava e pegou sua Glaive, a arma se encaixou em sua mão e ele a rodou, treinando golpes de todas as direções e com ambas as mãos até se cansar.

"Tenho um exército para mover, vou ter que me apressar."

---------

Quando chegou a frente de seu exército, Koude era outra pessoa.

Montava o grande cavalo Doflamingo com apenas uma mão, atrás dele vinha um homem carregando uma grande bandeira com os cisnes da casa Swann estampadas,  uma armadura leve negra cobria seu peito, antebraços e pernas, por baixo um manto perfeitamente branco contrastava, a cabeça era coberta por um elmo fechado e na mão livre carregava a Glaive eu usaria em combate.

Ele atravessou pelo meio do exército olhando para seus soldados, 5 pessoas o esperavam ao final do caminho: Bjorn, o grande e robusto homem, comandante da primeira divisão, Irvine, o arqueiro esquio e leve,, comandante da segunda, Leif, seu confiável capitão, comandante da quarta e Hotter, o mestre armas do castelo, comandante a quinta e menor divisão.

Koude em pessoa comandaria a terceira e maior divisão.

-HOMENS, DE PÉ. -Gritou o mais alto que podia e seus comandante repetiram a ordem. - EM MARCHA.

O exército entrou em movimentos e não havia mais volta.

Spoiler:
Senhores Mertyns, julgo que já sabem dos traídores a nosso Senhor Ormund Baratheon, Lorde de Ponta Tempestade, e se não deixo-lhes informadosmda existência desses rebeldes. Como leais servos partiremos a combate em favor de nosso Lorde, e pedimo-lhes que mais uma vez provem sua honra e lealdade nos suprindo um acréscimo de forças.
Não pedimolhes muito, uma única divisão de 200 a 300 soldados é mais do que o suficiente para compensar nossos desfalques e é rápida o bastante para se unir a nós antes das batalhas, seguiremos subindo o rio.
Ass:Koude Swann, Lorde de Pedrelmo

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