[ Trama Secundário ] A Tormenta das Areias

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[ Trama Secundário ] A Tormenta das Areias

Mensagem por Nymera Martell em 05.10.17 11:52

Viagem::

Porto Branco - Ponta Tempestade - Porto Real - Lançassolar


Havia chegado em casa na calada da noite, estava cansada, o Julgamento havia sido exaustivo, teve pena de Lorde Lannister, Ele era uma criança, um Lorde, sim, mas não deixa de ser uma criança de verão ainda..., pensava amargamente enquanto descia do navio, as ruas ainda estavam um pouco movimentadas, alguns vendedores com suas mercadorias, homens beijando mulheres, ou outros homens, mulheres nas janelas dos bordéis chamando os homens abaixo com seus seios de fora, ou suas roupas transparentes, alguns de seus homens saiam da formação para ir até elas, não brigaria com eles por causa disso, afinal estavam em Dorne, não recriminamos pessoas que querem explorar suas sexualidades ou aliviarem suas tensões, sejam elas quais forem, e também, os deixaria descansar por um tempo.

Ao chegar no castelo foi recebida por sua mãe e o Meistre Dave na estrada principal.

- Não precisavam vir me receber – disse tirando o gibão – A não ser que tenha acontecido – parou por alguns momentos – Não me digam que aconteceu alguma coisa ruim enquanto estive fora – Já não bastava toda aquela merda...

- Aconteceu algo sim Nym – disse sua mãe um rosto sério – Uma tempestade passou por Paloferro.

- Uma tempestade? De areia? – havia estregado o gibão para uma serva que estava próxima – Uma coisa normal já que moramos em uma região desértica...

- Essa é uma das grandes, não temos uma dessas a anos, segundo os registros, tivemos uma há anos atrás, nos tempos do seu avô – caminhavam até a pequena sala onde costumavam fazer reuniões a respeito do reino – Por isso que as casas são construídas com travas para que o vento não invada e araste tudo por dentro, mas segundo as escritas houve uma tempestade que arrastou diversas vilas pelo deserto – o meistre lhe explicava enquanto caminhava ao seu lado.

- Como não se pode escapar de uma tempestade a única coisa que podemos fazer é espera-la passar – falou em um tom amargo, havia um duplo sentido em sua frase, havia mais de um sentido para a tempestade que ela afirmou que viria – Temos que nos preparar, se tem uma tempestade vindo o máximo que podemos fazer é aguenta-la, ela passou por algum castelo vassalo?

- Passou por Yronwood, levou algumas de suas provisões, mas eles conseguiram proteger os animais e a população, e pelo que escreveram é uma grande tempestade que durou horas, saiu arrastando tudo o que via pela frente, foi necessário eles mandarem um mensageiro vindo a cavalo, ele avisou algumas Casas ao caminho de cá, devemos nos preparar – na sala estavam o meistre e sua mãe.

- Pega pra mim o mapa do nosso território por favor Meistre Dave – o velho assentiu e foi até um pequeno armário do lado oposto da sala, abriu uma das gavetas de cima e pegou um pergaminho, voltou e o depositou a frente da princesa, ao desenrolar analisou os territórios cuidadosamente - Sabem de onde ela veio? – perguntou olhando pro mapa.

- Segundo o mensageiro ela veio do Oeste – disse o velho meistre.

- Então temos de saber se passou pelo Alto Ermitério e/ou Tombastela - sabia que se a tempestade tivesse danificado o castelo seu primo nunca se perdoaria, já era a segunda vez que saía de lá e algo de ruim acontecia no castelo - Mande um corvo para os Ullers, Fowlers, Qorgylers, também mande um para Tombastela, caso a tempestade tenha passado por lá precisamos saber como ela é, e saber do que ela é capaz, quero isso pra hoje mesmo, no máximo amanhã, também quero uma mensagem aos Jordaynes e os Vaiths, peça para se prepararem para o que está por vir, pelo que vejo essa tempestade segue um ângulo diferente, então eu sugiro que avise os Allyrions, Tolands também, peça para que seus moradores estoquem o máximo de comida possível e feche portas e janelas, coloquem seus animais e familiares dentro de casa, ainda existem aqueles centros onde colocamos os rebanhos menores para caso de tempestades? – perguntou ao meistre ao seu lado.

- Creio que sim majestade, mas irei conferir.

- Quero que faça uma estima de quanto tempo essa tempestade chegará a Lançassolar e os castelos pelo seu caminho, estou contando com você para isso, peça a ajuda de Mordred para isso, ele gosta dessas coisas de desastres climáticos, mas agora preciso que alerte os Lordes, mande corvos, mas apenas para os de perto , com essa tempestade mandem mensageiros, se talvez eles não cheguem nas Casas vassalas e isso seria muito ruim, por isso os mande com os melhores e mais rápidos cavalos que temos, nossos cavalos são conhecidos por serem bem resistentes, mas não podem fazer tudo sozinho – o meistre assentiu e se retirou, pressionou os dedos nas junções das têmporas como se a cabeça doesse o que de fato estava começando, Pai... É só o senhor ir embora que a merda toda vem a tona... Por favor, se estiver vendo isso me dê uma luz... Por favor.

- Acho que deveria descansar, não parece que teve tempo pra fazer isso – sua mãe a olhava de lado, vendo a filha naquela tensão toda já imaginava que a viagem até Porto Real não foi as das mais agradáveis – O que foi decidido lá?

- Que nós devemos nos preparar para uma guerra que eu não tô muito afim de lutar – colocava a mão na cabeça, buscava achar uma solução para ambos os problemas – Ainda temos os projetos dos abrigos contra as tempestades? – lembrou-se que uma vez seu pai havia lhe contado sobre os abrigos que os seus predecessores mandaram construir contra as tempestades de areia ou em caso de guerra.

- Sim, espere – a Lady Martell se levantou e foi até o outro armário, perto da porta, esse era grande, havia 3 gavetas longas e 3 pequenas em cima, Nymera se levantou e foi ajuda-la, havia dois candelabros acessos em cima do cômodo, colocou-os para a ponta e a ajudou a vascular – Aqui, alguns são antigos, alçapões, abrigos construídos para animais, está tudo aqui – ela colocava os papéis na mesa espalhados para a filha ver melhor.

- E isso? – Nymera estava com um papel na mão, parecia uma espécie de arma, havia mais iguais a esse, mecanismos – Isso é uma arma? – estendia para mãe ver.

- Sim, quando Rhaenys Targaryen veio em seu dragão Meraxes nós já sabíamos o que ela queria, sua antepassada Meria Martell ouviu sobre as conquistas de Aegon por Westeros e sobre seus dragões, alguns dizem que ela mandou uma carta a Cidadela procurando um meio de matar as criaturas, outros dizem que um de seus meistres havia encontrado um documento dizendo como fazer tal feito, não sabemos a resposta, mas dizem que essa arma é uma forma de perfurar a armadura dos demônios alados, mas são apenas histórias como dizem – colocou a folha de volta na gaveta aberta – Mas agora vamos nos focar na tempestade, teremos tempo pra isso depois.

Analisaram os papéis durante horas, Nymera dava bastante sugestões, sugeriu que para proteger as plantações a sul colocaria uma lona grande o suficiente para ficar presa nas extremidades das paredes, assim a areia não agrediria as plantas, para as casas, mandar reforças as travas de segurança, agora as barracas dos comerciantes ela restauraria depois, no dia, fecharia os portos, e o castelo por completo, faria um pronunciamento para que ninguém saísse durante a tempestade.

- Mas lembra que algumas tempestades vem carregadas de raios? E se eles atravessarem as lonas que protegem as plantações? – sua mãe perguntou olhando com uma sobrancelha arqueada, estava sentada ao seu lado.

- É por isso que vou mandar recolherem a maioria dos alimentos e coloca-los nos alçapões e armazéns da cidade, aqui – apontava os diversos armazéns que se localizava em diferentes pontos da cidade – Mandarei reforçar as portas e janelas de cada um deles, também haverá um pessoal especializado que ficaram de prontidão dentro de cada armazém pra que caso algo saia do normal, vou mandar criar um alçapão dentro de cada armazém para que parte da comida seja protegida abaixo da construção, e pra ter um estoque reforçado caso o que ficar acima seja danificada, também mandarei cada morador montar seu próprio estoque, assim caso a tempestade dure horas pelo menos eles não passarão fome, aos que não tem condições de comprar muita comida serão distribuídos alimentos em quantidades necessárias, por isso preciso que reforçar nossa plantação nesses dias – estava de pé com as mãos apoiadas na mesa e os olhos nos mapas e folhas.

- E os animais?

- Os animais... – passava as folhas na mesa, havia visto algo para essa questão.

- Podemos colocar os animais nos alçapões que construiremos nos armazéns, como será grande caberá uma boa quantidade lá, e lá de baixo eles não ouvirão direito o que está acontecendo em cima, seus donos podem ficar com eles, aqueles que não tem famílias é claro.
- Sim, mas necessitamos esconder parte dessa comida, juntar uma boa quantidade pro que está pra vir – a jovem olhava os papéis procurando algo em relação para aos rebanhos.

- Fala da guerra? – os olhos violetas da Lady Martell a fitavam, como não ouve resposta ela apenas deu um suspiro longo – Sei que se preocupa com seu povo, e sei que não deve ter sido fácil lá, mas não se pressione demais, você ainda é jovem como eu e....

- Só não quero ser a princesa que acabou com Dorne, quero fazer boas escolhas para o povo, sei que eles não me veem com bons olhos ainda já que passei 5 anos no mar, não estava aqui quando papai morreu, e você liderou eles desde então, e se os outros Lordes resolvessem nos atacar? E se o Rei Jaehaerys aproveitasse para nos atacar com seus dragões? Não devia ter ficado tanto tempo fora, sou praticamente uma forasteira em minha própria província, eu não... – fora interrompida bruscamente por um grito vindo de sua mãe.

- Ei! Chega! – sua expressão era de descontentamento, depois respirou fundo, mas não desfez a expressão séria – Sei que pode ser difícil e assustador, acredite, quando seu pai morreu eu também tive medo, tive medo de tudo isso, me preparei para o pior, e graças a Mãe Roiner o pior nunca veio, liderar não é pra qualquer um, mas você carrega o sangue Martell em suas veias, achas tu que Nymeria não teve medo quando deixou Roinar com seus 10 mil navios? Ou Meria quando viu a Rainha Targaryen vindo em seu dragão? Todos as subestimaram por serem mulheres, sempre vão nos subestimar, mas você deve ser forte e lembra-los que Dorne não é uma província como a Campina ou as Terras Ocidentais, Dorne é uma terra a se temer, assim como seus habitantes, somos um povo que sobrevive com escassez de comida e água, ao calor e ao deserto que prega peças nos que não estão acostumados com ele – se levantou e se aproximou colocando uma mão no ombro na filha – Sei que busca não desapontar seu pai ou a mim – colocou sua mão gentilmente no queixo dela e virou seu rosto para que a olha-se – Mas não se penalize com o que houve com seu pai, sei que fez uma boa escolha lá e que busca liderar seu povo como seu pai fez, mas são tempos diferentes, então terá que fazer escolhas diferentes, temos que respirar e...

- Buscar um novo caminho – falou a frase junto com sua mãe, era uma frase que seu pai vivia lhe dizendo, principalmente quando era pequena e eles ficavam horas remexendo nos mapas – Ele me disse isso antes de eu embarcar, pra que se as coisas apertarem ver um caminho diferente – olhou para a janela escura, lá fora não havia luz do sol, só a luz da cidade, haviam vários candelabros pelo cômodo dando uma boa luminosidade, buscou seguir o conselho da mãe – Podemos refugiar alguns animais dentro do castelo, isso inclui alguns moradores.
- E as Casas vassalas que estão no caminho da tempestade? – ela virava seu olhar para o mapa que estava do outro lado da sala, foi até lá pegá-lo e o pôs a frente da filha – Os Yronwoods ficam aqui – colocou o dedo em cima da fortaleza – Um pouca afastados do litoral... – comentou por auto, isso fez algo surgir na mente de Nymera.

- Afastados do litoral... – uma vez quando era pequena, quando ficava lendo livros na biblioteca, o Meistre Dave, uma vez lhe explicou algo sobre as tempestades de areia, tinha dito que quando era mais novo havia presenciado uma de perto, ela havia arrastado tudo pelo caminho, seu pai o havia escondido com seu irmão abaixo da terra, quando voltaram seu pai estava morto e eles foram criados pela avó deles, mas quando foi para Cidadela ele havia estudado sobre tempestades de areia e como era formadas – Tenho que ir até Meistre Dave...
Saiu sem sua mãe entender, andou por corredores até que chegou aos aposentos do ancião.

- Meistre Dave? Meistre Dave? – o chamava pelo cômodo.

- Minha senhora? – o viu surgir do pequeno quartinho que ficava no canto oposto, perto da janela – Perdoe, eu estava descansando os olhos, já vou escrever as cartas para os Lordes – o velho se dirigia a mesa, mas foi parado pelo toque da princesa.

- Isso pode esperar – tocava em seu braço gentilmente – Lembra quando eu era pequena e o senhor me contou sobre a tempestade de areia que invadiu sua vila e que estudou sobre como são formadas na Cidadela? – o viu confirmar com a cabeça – Preciso que me diga como são formadas e como fazê-las perder a força se possível.

- Não me lembro de muita coisa ouso dizer, mas espere... – o viu seguir até uma das estantes que havia no quarto, haviam 3 enormes e uma pequena perto da mesa que ficava na parede abaixo da janela – Aqui está – o viu tirar um livro, possuía uma capa marrom, parecia velho e gasto – Aqui está alguns registros sobre Meistre Hedwyn, ele era um pesquisador dornês e há algumas anotações sobre tempestades aqui.
Agradeceu e saiu com o livro nas mãos, andou de volta a sala onde deixará sua mãe, quando chegou lá um soldado lhe disse que a Lady Mhirian foi repousar, agradeceu e entrou na sala, os papéis ainda estavam lá, projetos de armazéns, pequenos alçapões que todas as casas possuíam pra estocar comida em caso de seca, também havia algo sobre o Sangueverde, o rio que ia desde Limoeiros até depois de Vaith, era importante para o comércio e sustentação dos Casas próximas, os Dalts era Lordes de Limoeiros e os Vaiths das Dunas Rubras, no mapa do rio havia uma linha preta bem no início do rio, e uma no início da bifurcação no lado de Vaith, estranhou, não tinha nenhuma coisa assim nos outros mapas.

Nós planejamos isso durante um tempo, controlar quem vem pelos rios, desde Vaith até o Limoeiros, uma forma de conter uma invasão....


Isso estava anotado em um pedaço de papel junto com o mapa, Um bloqueio?... , resolveu se sentar e abrir o livro, realmente era um livro velho, teve muito cuidado para não rasgar as folhas, tinha uma paixão secreta por livros velhos, o cheiro, a textura, em sua analogia era como uma virgem, ao tocar tinha que ser delicado e cuidadoso, sempre atento para não fazer besteira.

As areias de Dorne escondem as mais mortíferas criaturas, desde escorpiões venenosos até serpentes do tamanho de uma árvore.... Há uma espécie de campo onde há água potável e vegetação no meio do deserto chamado de Oásis fica entre.... Mas nada se com para as tempestades de areias, são comuns nas terras desérticas, todo dornês já passou por ela, assim como todo homem da tempestade já passou por uma tormenta, elas começam no meio do deserto, longe da água, elas nunca chegam ao litoral, por são provocadas pela falta de umidade presente no ar...


Então é isso, as tempestades são formadas pela falta de umidade, seu eu puder de alguma forma umedecer as areias envolta da cidade, poderia enfraquecer a tormenta...
, sentia seu corpo cansado, folheava o livro cuidadosamente procurando mais, descobriu que no deserto existem mais de 3 áreas vegetais no deserto, as chamávamos de Oasis, uma benção para os viajantes, mas seus olhos pesavam, decidiu se recolher e finalizar os preparativos na manhã seguinte, deixou o livro e tudo em cima da mesa e se dirigiu direto para o seu quarto, necessitava de uma boa noite de sono.


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Re: [ Trama Secundário ] A Tormenta das Areias

Mensagem por Nymera Martell em 10.10.17 1:32

Havia um sol brilhava no horizonte, um sol forte, de repente duas bolas de fogo saem dele e dançam no ar, duas chamas idênticas, então as chamas explodiram e dragões sugiram delas, um de cada bola de fogo, enormes, então eles começaram a brigar, e toda a paisagem abaixo começou a queimar, os rios se se tornaram vermelhos como sangue, conseguia sentir aquele calor, o sangue das feras caia na grama verde, e ela começava a queimar, como se fosse fogo vivo.

Não conseguia falar, ou respirar, sentia aquele calor, via as chamas engolirem as árvores, a grama, os animais, viu um leão agonizando pelas chamas, ele gritava de dor, viu um cervo com as galhadas em chamas, ele também agonizava, balançava a cabeça pra lá e pra cá em uma tentativa de apagar as chamas, uma águia sobrevoava acima, suas asas estavam queimadas, um lobo uivava, o viu correr das chamas que o perseguia, tentou, mas elas eram mais rápidas, no lago não havia peixes, já estavam todos mortos, boiando, eles também sangravam, não via, mas sabia, ela era uma serpente que tentava escapar das chamar, até que ficou cercada por elas.

Os dragões, gritavam, e se machucavam, sangue saia como fogo das feridas, eles não pareciam cansados, só queriam matar um ao outro, o ódio podia ser visto.


- Nymera... – conhecia aquela voz, e das chamas veio um homem, cabelos negros, olhos negros, barba rala, vestia calça de couro e camisa de tecido preto com mangas compridas, andava devagar, era o único que não estava engolido pelas chamas – Minha... Princesa... – esboçava um sorriso, era melancólico, de repente tudo foi engolido por uma onda que vinha por trás e se sentiu se afogando... Tudo escurecendo... Muito frio...

Despertou ofegante, suava frio, se sentia fria, suas mãos tremiam, tentava controlar sua respiração, tentava fechas as mãos, mas tremia demais, olhou em volta e viu que estava em seu quarto, o que antes pertencia aos seus pais, olhou pros lados e ainda estava tudo escuro, estava na grande cama, envolta em cobertores, nua como o de costume, aos poucos sentia sua tremedeira passando, mas o frio permanecia, agarrou as cobertas e cobriu os seios, I... Ivan... , deitou novamente, mas se recusava a dormir, não queria ver aquela cena de novo, mesmo que seus olhos estivessem pesando, não queria a imagem dele de novo em seus pensamentos, Foi o vestido, aquele maldito vestido , algumas lágrimas ameaçavam brotar, mas não as deixaria descer, não queria chorar de novo, fazia tempos que não sonhara com ele, fechou os olhos e focou em imagens de suas viagens, imagens onde ele não estaria, pensou em Vaes Dothraki, no mar de grama, em como se sentiu quando viu Brisa a venda, e que se sentiu conectada com ela, de Lys, seus bordéis e seus locais de comércio, em Tyrosh com suas cores, se lembrou que ficou com os cabelos roxos por um mês por causa de lá, tentou se lembrar de tudo, menos dele .

Não conseguiu mais dormir, a visão ainda ficava fixa em sua memória, o calor ainda podia ser sentido, ainda estava arrepiada pelo frio que sentira, então se levantou e pegou um roupão de tecido grosso, resolveu caminhar pelo castelo, os corredores estavam iluminados por tochas , os pátios abertos estavam iluminados pela luz da lua, os jardins com suas árvores florais e furtivas, quando mais nova adorava subir pra pegar flores pra sua mãe, o que a deixava louca, suspeitava que a maioria se não todos os fios brancos em sua cabeça não foram provocados por ela.

- Minha senhora? – um soldado a chamou a despertando de seus pensamentos – Está tudo bem? – o homem não aparentava ser muito mais velho, possuía cabelos encaracolados, castanhos, pele morena, barba por fazer, bonito aos seus olhos.

- Sim, apenas um... pesadelo – o olhava de cima a abaixo, possuía um corpo que chamou sua atenção – Na verdade, preciso de uma certa ajuda.

- O que precisar Majestade – ele ajeitou o corpo, mostrando postura.

- Uma ajuda... – se aproximava devagar dele – Interna – passou os dedos pela camisa de linho, subindo até chegar ao queixo, passou o dedo indicador pela barba rala, os olhos castanhos deles estavam fixos nos seus, já devia saber de suas intenções.

- As ordens... Minha senhora – encostou seus lábios nos dele devagar, um selinho inocente, mas não tão inocente, se afastou rumo ao seu quarto, deu uma olhada por cima do ombro pra ver se ele a seguiria.

Mal chegou em seus aposentos e seu quadril já foi agarrado, a porta já estava fechada e o homem a encostava no próprio corpo, com um rápido movimento ele abriu o roupão, explorava seu corpo nu com suas mãos urgentes, subiam e desciam pelo seu corpo nu até encontrarem seus seios e sua intimidade.

Ele estimulava com urgência e pressão, virou e corpo beijando-o com vontade, o puxou pela gola da camisa e o direcionou pra cama, colocou as mãos no seu peito e o empurrou pra cima dela.

- Tire suas roupas soldado – ordenou e imediatamente ele se despia, tirava suas botas, depois os calções, depois a blusa, o observava, tinha um pouco que lhe agradou, uma certa parte em especial, não estava duro, mas já estava acordado, quando acabou viu seu olhar sedento lhe analisando, o roupão já estava aberto, então ele tinha uma boa visão sua de frente, o retirou devagar, deixando que tecido desliza-se pelos seus ombros, propositalmente mostrando mais seus seios, viu seu pau se mover endurecendo mais, isso a satisfazia, aquela visão.

Deu dois passos em sua direção, se aproximando para beijar seus lábios novamente, começou com um beijo calmo, mas que aprofundou rapidamente, suas pernas foram agarradas e ele a fez se sentar sobre seu colo e em pouco tempo já sentia seu membro dentro de si, ali, naquele momento, não existiu pesadelo, fogo, dragões, animais morrendo, ou ele , só o pau dele dentro de si.



De manhã sua serva a acordou como de costume, despertou sonolenta, não queria acordar tão cedo, mas era um mal necessário, tinha muita coisa a fazer, deixou seu ``convidado´´ dormindo, foi quebrar o dejejum com sua mãe, pediu carne ensopada com cebola e legumes, e vinho, um bem forte, procurou se alimentar bem, teria que andar pela cidade vendo os armazéns pra ver quais precisariam de reformas, ver as plantações e tudo mais.

Deixou Brisa no castelo, escolheu um pequeno grupo de escolta e foi-se pela cidade abaixo. Viu todos, e viu bons pontos para formar mais, alguns edifícios vazios que poderiam virar armazéns, mas pediu um cavalo ao um soldado próximo, queria ver a tal barragem nos Limoeiros, se fosse verdade poderia usar a água para enfraquecer a cidade, se não, planejava usa-la de outra forma. Logo que chegou mandou dar água aos cavalos e aguardar, viu o imenso rio, águas cristalinas, Águas que logo serão manchadas de sangue e areia , viu um dos Filhos do Sangueverde, dorneses que não abdicaram dá fé e dos costumes roinares antigos.

- Senhor! Haverá uma tempestade, precisa avisar a todos – gritou para uma das jangadas.

- Sempre há tempestades – respondeu um homem que usava a vara para dar força ao pequeno barco – Grandes ou pequenas, há sempre tempestades.

- Venha há Lançassolar quando a tempestade chegar, avise Vaiths e aqueles que estiverem no caminho...

- Olhe a água Princesa, a resposta é a água... – e lá se foi ele.

- Essa gente toma sol demais na cabeça, não fala coisa com coisa -Aarthor apareceu ao seu lado, estava com um turbante que cobria até o seu rosto.

- Pode ser, mas eles são meu povo.... Não são muito diferentes das pessoas que vão nas casas de ópio – voltou ao castelo, chegando lá Meistre Dave já estava a sua espera.

- Majestade, enviei corvos a todas as Casas próximas e homens a cavalos para as mais distantes, os planos das construções estão em andamento – o velho meistre tentava acompanhar seus passos, quando parou o homem tentou recuperar o fôlego, sempre andou rápido, muitos anos no mar a ensinaram a se locomover com passos rápidos pelo chão de madeira.

- E a tempestade, já tem uma noção do tempo que chegará? E a sua trajetória? – agora andava mais devagar ao lado dele.

- Lhe mostrarei tudo na sala milady – abriu a porta de madeira polida para a passagem da princesa, as coisas tinham sido arrumadas, a sala estava iluminada, o meistre pegou o mapa e colocou a frente de Nymera – Pelos relatos dos mensageiros e alguns viajantes a tempestade é enorme, ventos violentos que podem jogar um homem a distância.

- Imagina o estrago que faria aqui em Lancassolar... – tentou imaginar, e um frio lhe correu pela espinha – E qual a trajetória?

- Ela vem assim – fez uma linha que se seguia desde a fortaleza dos Yronwoods até Lançassolar.

- Então ela passará pela Graça-dos-Deuses apenas? – parecia espantada, mas estava um tanto aliviada por não pegar mais nenhuma Casa vassala – Então teremos que preparar os Allyrions para o impacto, mande nossos planos imediatamente, temos quantos dias? – a parte que mais temia.

- 5 a 6 dias minha senhora, isso no máximo.

Nymera deu um suspiro longo, Meus deuses... Puta merda, fudeu...

- Tudo bem, mande reforçar as construções, veja os abastecimentos, mande um corvo voando para os Allyrions, diga para se prepararem o mais rápido possível, quero que reforce as construções, mande comunicarem todo o povo, quero todos preparados, deem alimentos aos que não tiverem condições de comprar, sobrevivemos a muitas coisas, sobreviveremos a essa tempestade.

- Sim, minha senhora – o velho meistre se curvou e se retirava, mas antes de sair se virou para a princesa – Antes de morrer, seu pai disse que o sol sempre brilhará no horizonte, acho que ele se referia a sua chegada minha senhora, ou... – o viu abaixar a cabeça como se estivesse prestes a falar algo que não deveria – Bom, melhor cuidar das cartas e dos preparativos.

- A noite verificarei e acertarei tudo.

- Sim senhora.

Ficou ali o resto da tarde, pediu vinho, releu as anotações, escreveu uma carta para Lorde Allyrion e Lorde Vaitha respeito dos bloqueios e pediu para Meistre Dave as enviar, queria respostas. Mais tarde foi comunicada de que o reforço das plantações estavam dando resultado, pediu para ver o comércio do porto, pediu para ver o que pode achar e comercializar, pelo menos por 4 dias, no final da tarde do quarto dia mandaria fechar tudo por conta da tempestade, esse era o seu plano inicial.

Resolveu que ficaria na sala resolvendo as coisas, aquela altura o vinho já havia acabado, então pediu outra garrafa, pouco tempo depois um soldado bateu na porta.

- Minha senhora? – estava tão concentrada bolando um projeto para os rebanhos que não percebeu que o soldado que bateu a porta foi o que dormiu com ela noite passada.

- Sim? – escrevia algo em um pedaço de pergaminho.

- Lady Martell pergunta se irá se juntar a ela no jantar.

- Eu... – quando levantou os olhos viu quem era o soldado e não evitou o sorriso – Diga a ela que não irei, mas... talvez... Eu queria comer `` outra coisa ´´ mais tarde – olhou bem nos seus olhos, uma merca de seu cabelo caiu quando inclinou a cabeça um pouco parar o lado.

- Como desejar – o homem fez uma reverência e se retirou.

Relaxar nunca é demais , pensou com um sorriso no rosto.


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Re: [ Trama Secundário ] A Tormenta das Areias

Mensagem por Nymera Martell em 12.10.17 0:26

Acordou no chão da sala onde fazia suas pequenas reuniões, estava nua como o homem ao seu lado, uma de suas pernas estava em cima de seu membro, como se estivesse o cobrindo-o, viu seu peito subindo e descendo tranquilamente, possuía um ar sereno, Uma das vantagens de ser dornês é mesmo quando a merda explode na nossa cara buscamos agir de outra, uma forma mais calma e ou só mais humorada, bom, isso na maioria do tempo..., se levantou devagar para não acordá-lo, pegou suas roupas que não estavam muito distantes e as vestiu, a luz já invadia as janelas do aposento, sua mãe devia estar quebrando o dejejum, isso se tiver acordado cedo.

Ao chegar na mesa encontrou sua mãe terminando de comer, Meistre Dave estava a mesa junto com ela, estavam em silêncio quando chegou.

- Parece que dormiu bem – sua mãe a olhou de cima a baixo – Parece mais... Relaxada

- Pode acreditar mãe, estou bastante relaxada obrigado – sentou-se ao seu lado de frente para o meistre – Alguma novidade Meiste Dave?

- Uma carta foi mandada pelos Ullers contando que a tempestade de fato surgiu próximo de lá, mas que não chegou a ir em direção ao castelo.

- Que estranho ela ter subido para depois vir direto até nós – bebia um copo de vinho que uma serva lhe trouxe, depois seu prato chegou, ovos cozidos com bacon, depois um pequeno prato com frutas foi posto a sua frente – Até o quarto dia quero um bom avanço nas plantações, como andam os armazéns?

- As portas estão sendo trocadas, todos os construtores estão trabalhando nisso, algumas terão o alçapão pedido, não creio que todas terão minha senhora – seu tom carregava certo um lamento.

- Tudo bem, o resto dos alçapões faremos com o decorrer do tempo – chupava a ponta dos dedos para depois pegar as frutas – Mandou nossos planejamentos para os Allyrions?

- Sim, eles responderam que mandarão seus construtores reforçarem tudo o mais rápido possível, também a mensagem aos Vaiths como pediu.

- Ótimo, melhor preveni-los por via das dúvidas, com o aumento dos alimentos podemos mandar uma boa parte para os Yronwoods, o mensageiro já se foi?

- Sim, minha senhora, ele se foi ontem, com provisões para aguentar a viajem.

- Mande um dos nossos então, mande dizer que mandaremos provisões quando a tempestade passar, ou dependendo da situação de lá teremos que mandar o mais rápido possível, hoje visitarei os armazéns, as casas, e o Sangueverde de novo, mas agora irei até os Dalts.

- Por que minha filha? – sua mãe descascava uma laranja sanguínea.

- Eu vi alguns planos e encontrei uma folha que chamou muito a minha atenção, sabia que tinha m bloqueio no Sangueverde? No ramo que vai em direção aos Vaiths e dos Allyrions até os Dalts, quero saber como esse bloqueio funciona, talvez consiga inundar as areias assim conseguindo enfraquecer a tempestade.

- Lorde Ferus Dalt... Homem bom, leal, um pouco atrevido, mas bom de conversação – sua mãe pronunciava cada palavra descascando sua laranja, suspeitou que tipo de `` conversação´´ eles tiveram, pela maneira que ela disse.

- Imagino... – disse antes de chupar o sumo vermelho da laranja.

O meistre se retirou para seus afazeres, Nymera foi se arrumar para fazer a ronda na cidade, Lady Mhrian foi para o pátio onde geralmente os soldados treinavam.

- Senhora Mhrian? – perguntou Aarthor, o comandante da guarda real dornesa.

- Vim.. Por que pensei que poderia treinar... – olhou os soldados treinando com lanças, espadas, escudos, chicotes.

- A Víbora Vermelha voltará para lutar? – o homem deu um sorriso ao dizer isso.

- Talvez – a mulher também esboçava um sorriso pela brincadeira – Todos nós temos que ficar preparados, não posso depender apenas da guarda ou de Nymera, não que não confie nas habilidades dela ou nas nossas, pra ter sobrevivido no mar tanto tempo deve ter passado por grandes perigos – se lembrou de quando a filha começou a treinar, houve uma vez que um dos oponentes a atingiu forte no nariz, fazendo sangue escorrer, mas mesmo assim a garota não se abalou, continuou lutando até o rapaz cair e pousar a ponta da lança em sua garganta, quando se aproximou a viu dar um sorriso de orelha a orelha e dizer `` Olha mamãe, olha como eu estou ficando forte! Agora posso te proteger ´´, seu marido e ela riram em concordância.

- Como minha quiser, só.. Receio que deva trocar de roupa.

- Não se preocupe – ela puxou as saias revelando uma cota de malha e uma calça por baixo, todos lá havia parado o que fazia para ver a cena, a cota de malha era marrom, justa, com elevações de onde ficavam os seios, a calça era folgada, e os botas de couro de cano alto iam até o meio da canela – Vamos começar?

- É pra já, escolha uma arma e um oponente – Aarthor esticou o braço para ela passar.

Lady Mhrian escolheu um chicote de couro marrom, longo, escolheu também uma espada e amarrou a corda da bainha na cintura, olhou para todos em volta, mas parou seus olhos no Comandante Aarthor.

- Escolho você Comandante, como oponente.

- Só irei se certificar de que não tem uma lâmina na ponta desse chicote – ele já tomava a frente.

- Está limpo – levantou a arma para que ele pode-se ver – Sem lâmina – estalou o chicote, Já faz muito tempo....



Foi até as áreas de plantação, dês das árvores de laranja sanguíneas até os alimentos cultivados abaixo da terra, teve a ideia de bloquear os canais de irrigação, assim os córregos e a água trazida dos rios inundariam boa parte da cidade.

Foi até os armazéns ver as construções, de fato alguns precisavam trocar as portas e janelas, aproximadamente 3 armazéns ficarão com os alçapões, mas isso era apenas de início, viu o comércio ferver, vendedores fazendo promoções e abaixando os preços das mercadorias por causa da tempestade, muitos a paravam para saudá-la, algumas mulheres com bebês pedindo para a princesa beijá-los, outros com tecidos lhe oferecendo, como estava a pé não podia evitar grande quantidade daqueles que se aproximavam dela, e nem queria, queria que seu povo a conhece-se, não queria ser mais uma estranha em seu próprio reino.

- Eles te amam – Smir comentou ao seu lado, sua escolta eram ele, Sarch que quase nãos saía do seu lado, Arsh que já sumiu atrás de alguma mulher junto com seu irmão Dart, ambos não eram chamados de Gêmeos Amor atoa, só esperava que não fosse a esposa de alguém, como tinham o habito de se envolver com mulheres compromissadas e as virgens.

Se passarão mais 3 dias, praticamente tudo estava sendo finalizado, os construtores trabalhavam a todo vapor, passavam até a noite construindo e recolocando, todas as árvores frutíferas foras revisadas, e os frutos maduros foram recolhidos, os verdes foram recolhidos para amadurecerem, pois até as frutas viram armas nas tempestades, todos os dias a princesa ia e vinha na cidade, vendo como iam as coisas, ou ficava trancafiada na pequena sala de reuniões, 2 noites o soldado veio ao seu encontro, o negou nas 2 ocasiões, queria focar em estratégias , conhecer mais o deserto onde vivia, cada oásis, cada poço de areia movediça, reaproveitou para relembrar as ervas locais, seus conhecimentos de poções, unguentos eram dignos de um meistre, mas como era mulher se limitava guardar seu conhecimento para si, ou no grande livro de couro que tinha no seu navio, onde continha ervas e venenos, sabia tudo o que estava ali, planejava dá-lo para seus filho, se algum dia for a tê-los.

Na tarde do quarto dia como havia ordenado o porto foi fechado, o plano da inundação já estava em ação, sabia que pra água subir demoraria, segundo o meistre a tempestade viria no final da tarde, se não viria a noite ou na manhã do quinto dia, em todo caso toda a população havia sido avisada, 2/3 do rebanho foi acolhido no castelo em uma área específica, Nymera preparou um defumador especial, usando uma erva sonífera pra deixar os animais tranquilos, os servos ficaram todos dentro do castelo, fora aqueles que escolheram ficar com a família, isso quando traziam para passar a tempestade, tudo parecia no seu devido lugar, mas sentia que deveria dar a última ronda.

Viu que as casas estavam trancadas, as janelas também, os armazéns estavam trancados por fora, as novas portas de madeira polida davam um ar a mais nas construções, estava montada em Brisa, tinha consigo um berrante, avisou que se fosse pega pela tempestade o soaria avisando pra que tranca-se as portas caso não chega-se a tempo, escolheu ir sozinha, pois tinha receio de deixar alguém pra trás, e como Brisa era um cavalo veloz chegaria a tempo, no caminho de repente uma criança passou por ela correndo, a gritou, mas ela não a ouviu, guiou o cavalo em sua direção, ao cruzar a rua viu a criança seguindo em frente, agitou o cavalo para que fosse mais rápido, até que a perdeu de vista, então ouviu um riso de criança atrás de si e virou rapidamente o cavalo, cruzou algumas ruas a mais quando deu por si estava na rua principal que levava de volta ao castelo, olhou em volta mas não a achou, até que a viu parada a trás de si, vestia alguns trapos, estava suja, possuía um rosto inocente e uma expressão serena, tinha ambas as mão na boca, seus olhos eram verdes esmeraldas, como o mar dothraki. Nymera desceu do cavalo devagar para não assustá-la.

- Oi – falou se aproximando devagar – Onde estão seus pais? – ela não respondeu, apenas a olhava – Está perdida? – de novo silêncio – Sabe quem eu sou?

- A princesa – sua voz de menina era doce.

- Sim, eu posso te ajudar...

- Não confie no dragão que vem do Norte, ele a manchará com o sangue do seu povo... – seus olhos esmeraldas brilhavam com a luz do sol.

- O que? – a princesa a olhava curiosa.

- Não siga a serpente vermelha, ou o dragão amarelo, apenas siga o sol.... Nymera... – o vento soprou mais forte agitando seus cabelos, quando olhou para o horizonte viu as nuvens cinzas chegando, viu raios, e a tempestade que vinha de longe quando voltou seus olhos pra baixo a criança não estava mais lá, olhou em volta a procurando, olhou mais uma vez para o horizonte vendo os ventos agitarem a areia, protegeu os olhos com a braço enquanto se dirigia para Brisa que já se agitava, a montou rapidamente em direção ao castelo, ouviu um grande berrante, era o sinal de que a tempestade já estava vista, as areias voavam com mais força, bateu os calcanhares para que Brisa corre-se mais rápido, logo viu a primeira muralha, agitou mais um pouco a guia, ao passar pelo primeiro portão soou o berrante, os soldados o fecharam e corriam para fechar os demais portões.

- Quero todos dentro do castelo já! – gritou para um soldado próximo, o viu gritar para os demais, entrou com Brisa pelo salão principal, desmontou e pediu para leva-la para ficar com o resto dos animais, assim que a égua saiu viu sua mãe vindo de longe a passos rápidos.

- Minha Nymera – a abraçou forte – Perdeu o juízo? Poderia ter sido pega pela tempestade! – sentiu suas mãos um pouco trêmulas em cada lado do seu rosto.

- É preciso mais do que uma tempestade para me carregar daqui – disse com um sorriso, ouviu as grandes portas do salão se fecharem e barras grandes de madeiras serem colocadas para firmá-las – Estão todos aqui?
- Sim Majestade.

- Ótimo, agora vamos esperar essa tempestade passar – Uma de muitas


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Re: [ Trama Secundário ] A Tormenta das Areias

Mensagem por R'hllor em 12.10.17 1:21

Dorne: Uma tempestade de areia se direciona para Lançassolar, deverão bolar um plano para proteger todos moradores da redondeza, alimentos, animais e castelos. Caso falhem, vidas serão perdidas, 60% do lucro mensal, 25% do exército junto aos moradores se revoltará.

1 - Algumas ideias, como da lona eu achei falha. Devemos considerar que é um mundo medieval, certas tecnologias e ideias eram irreais.

2 - Sua narração fugiu de certos aspectos relacionados a trama, porém foi bem completa em detalhar cada passo que foi proposto, resolvendo do seu jeito.

3 - Foi sensata nos detalhes de defesa contra a Tempestade, mas não nas mensagens enviadas. Corvos não conseguem chegar a lugares com ventos fortes, seria uma lógica a se aplicar.

Considerações Finais: O Lucro semanal perde 50%, por danos da Tempestade. Mas o trabalho e determinação Martell fez com que os aliados e exército não se rebelacem.

Conclusão: O fechamento da trama está completo, sem precisar acrescentar algo.
Baixas Martell: 51 homens.
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Re: [ Trama Secundário ] A Tormenta das Areias

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