[Trama Secundária II] Traidores da Tempestade

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[Trama Secundária II] Traidores da Tempestade

Mensagem por Edward Baratheon em 15.10.17 20:29


Culpados

Alguns dias atrás Ormund partiu de Ponta Tempestade rumo a Rochedo Casterly. Com Jon Connington no Poleiro do Grifo, agora o comando das Terras da Tempestade era inteiramente de Edward. Como havia sido avisado com antecedência, o jovem trouxe para a fortaleza dois homens de sua confiança para aconselha-lo, Harwood Fell e Geralt  Selmy. Lorde Fell depois da batalha em Solarestival, havia retornado a Bosque Cortado, porem rumou para Ponta Tempestade quando convocado por Edward. Por outro lado, Lorde Selmy como estava na sede Baratheon porque havia transformado o Baratheon em cavaleiro, apenas aumentou sua estadia.

Ormund parecia depositar grande confiança em seu irmão, pois quem julgaria os traidores Beric Caron e Royce Dondarion seria Edward.  Uma incumbência difícil, a cabeça dos lordes com certeza enfeitaria nossas muralhas por algum tempo, porem o que fazer com suas esposas e herdeiros me intrigava. Por longas horas naquela manhã cinzenta, tive minha mente ocupada por essa decisão. "Em nome da Mãe eu te ordeno a defender os jovens e inocentes" tinha jurado cumprir isso quando me tornei cavaleiro, havia medo em meu coração de quebrar aquela promessa na primeira oportunidade. Aprendi quando novo que aquele "Sor" antes de um nome, exigia muito mais comprometimento de quem o carregava do que apenas com os títulos e honrarias. Filhos seriam culpados pelos atos dos pais? não tinha essa resposta comigo. Só conseguia pensar que não se pode matar os pais de uma criança e esperar ter total lealdade dela.

Durante meus quase vinte anos em Solar das Colheitas, lembro de visitar Nocticantinga e Porto Negro algumas vezes. Ambos os lordes sempre foram detestáveis, Geralt sempre me alertou que nenhum dos dois nunca o inspirou confiança, eram ambiciosos demais e sempre que tinham oportunidades importunavam Lorde Nikola Baratheon, meu pai, pedindo castelos de casas derrotadas ou mais ouro por serviços comuns. Os dois casaram juntos em Portonegro, Royce Dondarion com Olenna Caron e Beric Caron com Jeyne Dondarion, talvez tivessem tramado essa traição desde dessa época. Outra coisa que tiveram em comum foi o numero de filhos, dois herdeiros cada um tinha. Walder Dondarion e Philip Dondarion, descendiam de Royce enquanto Rolland Caron e Mylenda Caron de Beric.

Precisa da resposta para minha duvida, então resolvi fazer uma reunião no que cômodo que gostava de chamar de Sala de Guerra.  O aposento de tinha duas janelas que ficavam de frente para a Baía dos Naufrágios, uma estante com pergaminhos sobre todas as regiões de Westeros, no centro uma mesa de carvalho com um cervo pintado em amarelo e algumas cadeiras dos mesmos materiais, distribuídas em sua extensão.  Quando cheguei Harwood e Thawin estavam esperando sentados, ao perceber minha chegada o meistre pegou o mapa das Terras da Tempestade na estante e colocou sobre a mesa.


- Se me permitem começar, m’lord. – balancei a cabeça de cima para baixo para dar permissão a Harwood.- Quando dizimamos os rebeldes em Solarestival, eu tomei a liberdade de enquanto estava por lá, enviar corvos para as casas Selmy e Foote para capturarem  os Lordes Caron e Dondarion. Como Lorde Geralt Selmy já havia partido de Solar das Colheitas, restou para Lady Alys Selmy e seus parentes da casa Foote os capturarem. – Harwood arrastou o dedo sobre o mapa indicando o percurso que seria feito. - Os traidores foram pegos com sucesso e estão sendo trazidos para Ponta Tempestade nesse mesmo instante.

- Muito bem, Lorde Fell. – disse Edward. Harwood nunca fora um grande guerreiro, contudo sua inteligência era inegável. – Meistre Thawin, garanta que todo povo saiba o dia de chegada de Beric Caron e Royce Dondarion. Diga para eles que os homens que mataram seus amigos e parentes em Solarestival, estaram em Ponta Tempestade para serem julgados. – deixarei explicito para os traidores o que a população pensa deles.

-Como queira, m’lord. – concordou Meistre Thawin.- Creio que agora discutiremos o que será feito com os castelos das casas Caron e Dondarion, m’lord.    

- O assunto será debatido, contudo só após a chegada de Lorde Geralt Selmy.- encerrou Edward.

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Re: [Trama Secundária II] Traidores da Tempestade

Mensagem por Edward Baratheon em 17.10.17 19:59


Geralt Selmy


Lembro-me de estar em uma estalagem acompanhado de meus soldados quando um mensageiro chegou. Exercendo o cargo de lorde enquanto Ormund estava fora, Edward pedia que Geralt aumentasse sua estadia em Ponta Tempestade para aconselha-lo, algo que de certo aceitei. Tinha demasiado carinho por aquele garoto, o criei como um filho e o ensinei tudo que sabia, entretanto minha experiência não podia ser passada e sabia que era isso que ele me solicitava com aquela carta.

Numa tarde em que os céus ameaçavam uma tortuosa chuva, uma reunião foi marcada por Ed no castelo. Estava um pouco atrasado, pois Sor Jaime Foote, mestre de armas, não se contentou com um breve cumprimento e se estendeu falando sobre sua família. Quando me livrei dele corri para o cômodo em que estava sendo feita a reunião


- Agora que estamos todos aqui, eu posso começar. - disse Harwood quando abri a porta. - M'lord, não existem dúvidas que Royce Dondarion e Beric Caron merecem a morte e acredito que ninguém discorda de mim. Venho então falar especificamente das suas casas. Desde que a casa Baratheon assumiu as Terras da Tempestade, os lordes Caron e Dondarion existiram durante esse período serviram com honra. Não vejo como algo justo acabar com dinastias centenária por erros de alguns loucos, m'lord.- o lorde se sentou.

- Creio que seja minha vez, m'lord- proclamou Meistre Thawin enquanto se levantava do seu assento - Concordo com Harwood em relação a Royce e Beric... No que diz respeito às casas, temos que dar um fim nelas. O sangue de traidor esta nas veias de todos os Caron e Dondarion... Os castelos poderiam ir para nobres, como o próprio senhor, Lorde Edward. Ponta Tempestade é de Ormund e se for do seu agrado, soube que Portonegro é um ótimo local para se viver. - havia sabedoria naquelas palavras pensou Geralt.

- Foram dois bons conselhos. Agora irei expor minha opinião, m'lord.- essa ultima palavra parecia estranha saindo da minha boca quando lembrava que estava falando com o garoto que criei em minhas terras, contudo não ousaria chama-lo de outra forma dentro de um conselho. - Ao que parece é de consenso do conselho que a cabeça dos traidores tem de ser cortadas. Sobre as casas Caron e Dondarion, dar o fim nelas é a melhor opção. Sabe o perigo de ter instabilidade nas Marcas de Dorne e existem vários cavaleiros muito mais leais que adorariam ter um castelo. - encerrou Geralt. Sem mais nenhuma palavra ser dita, começamos a sair da sala para deixar Edward refletir sobre sua escolha.

No dia da chegada de Beric Caron e Royce Dondarion em Ponta Tempestade, uma forte tempestade assolava a região. Talvez os deuses quisessem mostrar seu ódio por aqueles traidores.  Unidos a uma sonora vaia, gritos como “traidores!” e “nossa é a fúria” podiam ser ouvidos desde o momento que eles atravessaram os portões.  Os soldados que estavam levando os lordes para o calabouço usavam seus escudos para tentarem se proteger da merda e do lixo jogados nos traidores. Eventualmente um plebeu se atirava em direção a Royce ou Beric para tentar acertar um golpe, normalmente os soldados o afastavam, mas algumas vezes quando o chute ou o soco atingia o alvo, virava motivo de comemoração para quem tinha feito. O clima hostil seguiu até a escolta adentrar ao castelo.

Na manhã seguinte, horas antes do julgamento, Geralt resolveu visita-los. Nunca houve boas relações entre ele e os presos, contudo os conhecia desde muito novo, sentia que precisava entender seus motivos.

Estava em vigor uma ordem de isolamento total de Royce e Beric, mas o guarda da cela não pareceu muito disposto a cumpri-la, pois bastou algumas moedas de prata para fazê-lo “sair para mijar”. Ao entrar na cela reparei que não tinham janelas para os quais eles pudessem ver a luz do sol, as paredes e correntes estavam roídas por ratos que brotavam de todas as partes, urina por todo o chão e corpos em decomposição provalvemente dos antigos donos daquele lugar junto incontáveis baldes de fezes.


- Royce e Beric! – forcei manter a postura mesmo com aquele cheiro horrível agredindo meu nariz.

- Se não é o Selvagem que vem nos visitar, a quem devo essa honra. – disse Beric Caron em tom ironico. Por mais que tentasse se manter forte, sua aparência o denunciava. Seus longos cabelos vermelhos que encantavam outrora agora pareciam sebosos e bagunçados. Tantos quilos haviam partido daquele corpo que nem parecia mas aquele lorde roliço que eu conhecerá.

- Criaturas como vocês não tem o direito a honras. São covardes. – rebateu Geralt. Enquanto Beric se irritava com minhas palavras, Royce estava catatônico, agressões verbais não o abalariam mais. – Diga-me o porquê fizeram, o que fizeram. Só busco saber o motivo e os deixarei.

- Vá a merda, seu porco vel...- esbravejava Beric até ser interrompido por Royce.

- Cale a boca Beric, não aguento mais essa sua insistência em manter aparências, estamos fodidos. – a consciência parecia ter abandonado Royce. Estava raquítico e seus cabelos crespos loiros estavam desgrenhados. Nunca teve boa aparência e o confinamento deixava mais claro ainda isso. – Quer saber o motivo? vou lhe dizer. Não há mais motivos para temer, iremos morrer daqui a pouco. Nós da casa Caron vivemos nessas terras desde a Era dos Heróis, lutamos contra Dorne e Campina, muito antes dessa casa de Bastardos de Aerion existirem. Os Baratheon nunca tiveram direito as Terras da Tempestade. São usurpadores. Mataram os verdadeiros donos dessas terras com aquelas aberrações cuspidoras de fogo e agora temos que suportar ver esse tal Ormund, lutar em um julgamento por combate em nome de um daqueles demônios loiros. - estava possesso parou um segundo para retomar o folego- Não somos traidores, somos a tempestade em sua pura essência. Casas como a sua, a Swann e a Connington que são traidores. Vocês não são mais que putas que acham que vão ganhar algo, obedecendo seus mestres. - Beric cuspiu em meu sapato. - Como se tudo isso não bastasse, o miserável ao qual você deve conhecer como Lorde Nikola Baratheon desonrou minha irmã, Olenna Caron, em uma viagem nossa para Ponta Tempestade e não pudemos fazer nada, quando o confrontei o desgraçado, ele tomou-me como um bob...- a porta bateu na parede fazendo um estrondo ensurdecedor ecoar pela cela fechada.

- Leve-nos para cima, o julgamento ira começar em breve. – a voz que dizia tais palavras era a de Harwood. – Que fedor horrível. – ele me reconheceu ao olhar para dentro. – O que faz aqui Lorde Geralt? Bom, não interessa. Soldados levem os prisioneiros.

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